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Goleiro Edson se emociona em apresentação ao citar família e vê River como recomeço

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Foto: Renato Andrade

Edson goleiro River

O goleiro Edson Lisboa, de 37 anos, é o nome mais experiente entre os contratados pelo River para temporada 2023. O jogador com passagens recentes pelo Bela Vista FC, União Luziense (MG), Unaí (MG), ABC (RN) e mais jovem pelas categorias de base do Atlético (MG) chega para primeira passagem no futebol piauiense e vê a oportunidade de defender as cores do River como um momento de recomeço na carreira. 

Edson se emocionou ao falar sobre as dificuldades em especial familiar que viveu nos últimos três anos. Em que a mãe do jogador perdeu a luta contra o câncer e isso quase o fez desistir do futebol. Pouco tempo depois, o susto com o filho ao descobrir um tumor em que precisou passar por tratamento. Hoje, com muito orgulha ele conta que o filho está bem e com saúde. 

“Eu acho que problemas todos tem, mas nesses últimos três anos foram difíceis. Em 2019, eu perdi minha mãe para o câncer. Eu estava no ABC vivendo um momento muito bom e quando a fixa realmente caiu de que perdi minha mãe eu comecei a fazer jogos muito ruins e estava entrando em um começo de depressão. Eu cheguei a pedir para ir embora do ABC, eles não me liberaram e eu sou grato ao Roberto Fernandes treinador, pois se não fosse ele eu não estaria aqui hoje falando com vocês. Ele foi o cara que me levou para cima, me motivou, pois se eu vou embora para casa eu teria encerrado minha carreira”, narrou o goleiro Edson. 

Baseada em toda essa bagagem que tem como atleta profissional e também pessoal o arqueiro se vê com papel de liderança entre os companheiros dentro desse River que vive um processo de reconstrução. 

“Em 2020 veio a pandemia. Eu fazendo trabalho de preparo físico e estava levando meu filho que hoje está com 14 anos e a gente acabou descobrindo um tumor. Quando envolve família, eu tinha acabado de perder minha para o câncer e receber a noticia do meu filho com um tumor aquilo foi assustador para mim e minha esposa. Foi tratado, passou por tratamento de 1 ano e três meses e quando pensamos que estava tudo bem o tumor voltou novamente e no final do ano passado foi zerado o tratamento e com a honra e graça de Deus eu posso dizer que meu filho está curado e por isso que eu disse que os últimos três anos tem sido muito difícil para mim”, acrescentou o Camisa 1 do River. 

O River se apresentou na tarde desta quarta-feira (7) com 13 atletas. O Galo se prepara para disputar o Piauiense em que estreia no dia 11 de janeiro contra o Ferroviário, às 19h, no Lindolfo. 

 

 

Pâmella Maranhão
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