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PF prende mulher apontada como uma das organizadoras de ataques golpistas em Brasília

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Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (10) Ana Priscila Azevedo, apontada como uma das organizadoras dos golpistas que invadiram os prédios no Supremo Tribunal Federal, Congresso e Palácio do Planalto no domingo (8).

A bolsonarista aparece em vídeos durante os ataques golpistas e é responsável por páginas no Twitter e Instagram em que a ação foi incentivada. Ela também é responsável por um grupo no Telegram no qual foram convocados a vinda de manifestantes para Brasília.

A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Ana Priscila.

"A revolução verde e amarelo já começou. O Brasil vai parar! As refinarias e distribuidoras estão sendo fechadas. Nós vamos sitiar os três Poderes! Nós exigimos intervenção militar! Nós exigimos o código fonte! Nós vamos vomitar essa fraude vermelha na cada de vocês!", diz uma das postagem de Ana Priscila.

Após as prisões dos bolsonaristas que estavam acampados no Quartel-General do Exército, em Brasília, Ana Priscila continuou a divulgar desinformação sobre as detenções. Em um áudio postado em um dos grupos bolsonaristas, ela criticou a PF por manter mais de 1.500 presas.

"A gente não sabe, pois quem está indo para as triagens não está voltando e não nos dão respostas. Não sabemos se essas pessoas estão indo para casa ou indo para as cadeias"

Ana Priscila também fez várias postagens após os ataques golpistas em um grupo do Telegram chamado "A queda da Babilônia".

Ela negou em um dos áudios postados no grupo que tenha sido responsável pela depredação dos prédios públicos, mas voltou a falar em intervenção militar no país.

"As Forças Armadas vão invadir, vão tomar. Eu preciso da ajuda de todos vocês, para juntar os vídeos e vamos fazer uma denúncia na Corte Internacional de Haia", afirmou em uma das mensagens.

Em outro áudio, ela afirma ter sido alvo de armação por causa de um vídeo em que ela aparece dentro do STF.

"Os caras armaram e colocaram tudo para cima de mim. Assassinaram minha reputação e não minha consciência", disse.

 

Fonte: Folhapress (Fabio Serapião)

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