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Piauí registra redução de 95% nas notificações de dengue, diz Sesapi

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Foto: Arquivo/Cidadeverde.com
 
 
O Piauí registrou uma redução de 95,4% nas notificações de dengue nessa primeira semana deste ano, se comparado ao mesmo período em 2022, segundo boletim divulgado nesta quarta-feira (11) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi).
 
O boletim é referente aos dados dessa primeira semana epidemiológica do ano de 2023, que faz uma comparação com as notificações de arboviroses que foram registradas no mesmo período, na primeira semana de 2022.
 
As notificações de dengue reduziram 95,4%, com 4 casos registrados na cidade de Teresina neste ano, enquanto que em 2022 nesse mesmo período já tinham sido registradas 87 notificações em 19 cidades. 
 
“A gente percebe que na primeira semana de 2023 estamos com redução de dengue de 95,4%, ou seja, no ano passado, nessa primeira semana já tínhamos 87 casos notificados no sistema. Nessa primeira semana só temos 4 casos, então isso confirma essa redução”, explicou Ocimar Alencar, supervisor de entomologia da Sesapi.
 
Foto: Reprodução/Sesapi
 
Já os dados de Chikungunya apresentou redução de 71,4% e Zika Vírus de 100%. “Em relação à Chikungunya, tínhamos sete casos no sistema e nesse ano temos 2 casos, então isso configura uma redução de 71,4%. No que se trata do Zika, no ano passado tínhamos um caso notificado na primeira semana, e nesse ano não temos nenhum caso”, disse Ocimar.
 
Nenhuma dessas três arboviroses registraram mortes nesse ano. O supervisor de entomologia da Sesapi explicou que é importante que a população fique atenta, já que a maioria dos criadouros do mosquito Aedes Aegypti são encontrados nas residências, devido ao acúmulo de água parada.
 
“Pedimos a população que ajude nesse processos de controle, evitando os criadouros nos ambientes familiares, pois mais de 80% dos criadouros existem nesses ambiente domiciliares então contamos com a participação, colaboração e compreensão da população”, destacou.
 
Cuidados para evitar o mosquito da dengue
 
Atente-se aos vasos de plantas
  • Coloque areia até a borda dos pratinhos para evitar o acúmulo de água. Alternativamente, lave-os uma vez por semana com sabão e escova.
Livre-se de objetos que acumulam água
  • Dê o destino correto a latas, garrafas, potes, pneus e qualquer outro tipo de objeto que possa servir como criadouro, optando pela reciclagem sempre que possível.
Armazene garrafas da forma correta
  • Se você deseja guardar garrafas e outros objetos que podem acumular água, armazene-os tampados ou com a boca para baixo.
Evite a contaminação de calhas e caixas-d’água
  • As calhas devem ser mantidas desobstruídas e livres de folhas e galhos, enquanto a caixa-d’água deve estar sempre bem tampada.
Higienize recipientes que armazenam água
  • Tanques, barris e tonéis utilizados para guardar água da chuva, por exemplo, devem ficar tampados e ser higienizados semanalmente com escova e sabão. As piscinas devem ser tratadas com cloro.
Tenha cuidado com o lixo
  • Amarre bem as sacolas e deposite-as em lixeiras fora do alcance de animais. Não jogue lixo em terrenos baldios.
Utilize proteção individual
  • As medidas coletivas de proteção podem ser complementadas com cuidados como o uso de repelentes e inseticidas, a instalação de mosquiteiros e telas em portas e janelas e a preferência por roupas de mangas compridas.
 
A população pode denunciar pontos suspeitos de formação de criadouros ou solicitar uma vistoria dos agentes de endemias para investigar a presença do mosquito ou seus ovos. Basta entrar em contato com a gerência de Zoonoses pelos telefones 3215-9143 e 3215-9144.
 
 
Bárbara Rodrigues
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