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Fernando Lázaro revela conversa com Tite e projeta Corinthians sem rodízio

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Anunciado em novembro, Fernando Lázaro foi enfim apresentado como novo técnico do Corinthians nesta quarta-feira. Diante do presidente Duílio Monteiro Alves e dos jornalistas, o jovem treinador revelou como foi a conversa com Tite, comentou sobre sua ideia de time e garantiu estar preparado para a pressão que sofrerá no cargo.

Lázaro foi surpreendido com o convite para comandar o time paulista quando se preparava para viajar para o Catar, em novembro do ano passado.

Ele havia sido convidado por Tite para ser um dos seus auxiliares na seleção brasileira ao longo da Copa do Mundo. O técnico de 41 anos aceitou a "convocação" do Corinthians e descartou a ideia de acompanhar o Brasil no Mundial.

Nesta quarta, ele revelou como foi a conversa com Tite, um dos seus antecessores no comando do time do Corinthians. "Conversa foi muito boa, longa, pessoalmente. Falou muitas coisas. Falou de tudo e principalmente desse momento. Sabedoria, leitura. O que mais me marcou foi ter falado que a ansiedade é normal", disse Lázaro.

"Você nunca vai achar que está completamente dominando tudo. Ele disse que estou preparado, falou para eu ir com segurança, que, com o tempo, vou adquirindo experiência. Disse que quando retornou ao Corinthians, continuou sentindo o frio na barriga. Faz parte deste momento."

O aval de Tite, um dos maiores treinadores da história do Corinthians, não é o único trunfo de Fernando Lázaro nesta sua primeira grande oportunidade da carreira. A seu favor também está o "sangue" corintiano. Ele é filho do ex-lateral Zé Maria, ídolo alvinegro e quinto jogador com mais jogos na história do clube.

"Ele deu orientações no sentido de trabalho, dedicação, não dar margem para nada. O que precisa para vestir essa camisa. Dedicação. São essas as referências, mais do que algo de caráter técnico. Outra geração de linguagem, mas o fato de Corinthians não muda. Mudou bastante de 1983 para cá. Vou buscar informações dele, também", comentou o novo treinador corintiano.

O vínculo familiar não é a única ligação anterior de Fernando Lázaro com o Corinthians. Ele entrou no clube pelo departamento de informática, em 1999, e deu boa contribuição ao chamado Centro de Inteligência do Futebol (CIFUT). Depois atuou como auxiliar e foi até interino do time profissional em 2022, antes da chegada do português Vítor Pereira.

Por tudo isso, ele garante estar pronto para a pressão. "Já estou aqui a tempo suficiente para saber onde estou entrando. Zero novidade de cenário. A minha ansiedade não é tão grande, é normal do momento. Me sinto tranquilo e o dia a dia tem me dado cada vez mais tranquilidade nesse sentido. 

Tudo que planejei está acontecendo de forma satisfatória. Foi muito mais entre o anúncio e o início da pré-temporada. Não me vejo num momento de extrema ansiedade. Não me preocupa e nem me amedronta. Não posso me intimidar. Minha busca é de ir pelo caminho que estamos construindo há um mês."

TIME

Prestes a estrear no comando da equipe, contra o Red Bull Bragantino, no domingo, Fernando Lázaro avisou a torcida de que não gosta de rodízios no time. Deve, portanto, formar uma base, a ser mantida além do Paulistão.

"Claro que tem momentos diferentes, mas não é meu costume. Temos que saber como fazer. Decisões, momentos importantes, mas entendo que é uma decisão muito mais individual do que coletivo. Analisar bem caso a caso, jogo a jogo, mas não partindo de sempre alterar. Tenho que avaliá-los como diferentes também", comentou.

Sobre reforços, ele fez mistério, mas admitiu carências no elenco. "Estamos trabalhando com algumas possibilidades. Vai se basear pelos atletas, muda a estrutura, mas dinâmica de jogo não muda. Forma de construir, de se organizar varia pouco", afirmou o técnico. 

"De zagueiro, estamos trabalhando com elenco mais enxuto. Depois, as buscas de necessidades pontualmente. Para a zaga, o Caetano fez por merecer fora para retornar aqui. Depois, incorporaremos o Murillo. São cinco zagueiros. Temos três de seleções. Boa estrutura. Pontualmente vamos observar."

Fonte: Estadão Conteúdo

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