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Mãe de menina estuprada por Marcos Vitor teve que morar fora do Piauí após ameaças

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Foto: Polícia Civil

 

A mãe da menina de 12 anos, uma das vítimas do ex-estudante de medicina, Marcos Vitor Aguiar, teve que morar fora do Piauí após receber ameaças de morte.  

Foragido há um ano e três meses, o ex-estudante de medicina Marcos Vitor Aguiar Dantas Pereira, 23 anos, foi preso na cidade de Mar del Plata, na Argentina, na tarde de ontem (18). 

Marcos Vitor foi condenado a mais de 33 anos, oito meses e sete dias por estuprar a irmã de 9 anos e uma prima, de 12 anos. No processo, ele foi denunciado por estuprar também outra irmã de 3 anos, mas foi inocentado. 

“Era como se carregássemos há meses uma tonelada nas costas. A justiça dos homens foi cumprida, agora é esperar a de Deus. Esperamos que ele pague o que ele fez com nossos filhos e não pode ser solto se não vai continuar estuprando outras vítimas”, disse a mãe, que foi a primeira a denunciar no caso. 

A mãe informou ainda que a filha está bem, mas que a menina enfrentou crise de depressão, se mutilou e tentou suicídio. Para a mãe, o estudante de medicina é um psicopata. 

“Minha filha está bem, tive que sair de Teresina e morar fora do estado, pois estava recebendo ameaças de morte por parte da família dele (Marcos Vitor)”, disse a mãe que evita falar no nome do ex-estudante devido o trauma e revolta. 

A denúncia foi feita à polícia em agosto de 2021. De acordo com relatos das vítimas na DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) em Teresina, as vítimas relataram abusos frequentes dentro de casa e em viagens de família. Disse ainda que elas contaram ser abusadas pelo estudante durante brincadeiras, tomando banho com ele, trancadas em quarto e jogando videogame.

A prisão foi confirmada na manhã desta quinta-feira (19) pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí.  A prisão aconteceu com apoio da Interpol e da Polícia Federal da Argentina.

O advogado de uma das vítimas, Rodrigo Araújo, afirmou que o sentimento neste momento é de alívio e Justiça. O advogado e a mãe da menina desde o início das investigações acreditavam que o estudante estaria no exterior. 

“Acreditávamos que ele estivesse na Europa por ele ter família lá. Mas, mesmo achando óbvio que ele fosse para a Europa, a gente acreditava que ele estava pelos países do Mercosul”, acrescentou o advogado Rodrigo Araújo. 

A mãe da menina espera que Rodrigo continue preso e que sua prisão sirva de exemplo para que outras pessoas denunciem e acreditem nas forças policiais. 

Em outubro do ano passado, a defesa do ex-estudante disse que tinha renunciado ao direito de interrogatório e que iria falar somente após aguardar a produção de provas. Procurado pelo Cidadeverde.com, a defesa não foi localizada. 

 

 

Flash Yala Sena e Nataniel Lima
[email protected]

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