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Pesquisadores da USP vão estudar macacos do Piauí

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Yala Sena/Cidadeverde.com
 
Pesquisadores da Universidade de São Paulo - USP - anunciaram que irão pesquisar o comportamento dos macacos-pregos que vivem no Piauí. De acordo com reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo neste domingo (7) eles querem analisar o modo de vida dos animais no cerrado com os da mesma espécie na Mata Atlântica, onde a vegetação é bem diferente.
 
Os estudiosos descobriram que o macaco-prego possui um grau de planejamento espacial até agora observado apenas em humanos e chimpanzés. Na Mata Atlântica, eles conseguem elaborar atalhos e decorar caminhos por onde deverão passar Os pesquisadores agora querem saber como se comportam no Piauí os mesmos macacos, que possuem muitos morros para percorrer, o que amplia seu campo de visão para 360 graus.
 
"Você decorou um caminho. Sempre passa pela avenida Paulista. Mas se tiver que dar uma volta na Alameda Santos não consegue, não sabe", exemplifica Mariana Fogaça, bióloga da USP, para explicar que o macaco-prego conseguiria fazer os mais diversos caminhos.
 
A pesquisa foi feita com macacos-pregos (Cebus nigritus) do Parque Estadual Carlos Botelho, a cerca de 250 km ao sul de São Paulo. Além de saber que os animais não andam a esmo pela mata e possuem rotas diferentes para encontrar o mesmo local de comida, os estudiosos já descobriram que, no Piauí, os macacos sempre voltam ao final do dia para dormir no mesmo lugar.
 
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