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Estudante de Arquitetura com espectro autista faz exposição inédita na UFPI

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O estudante de Arquitetura com espectro autista, Gabriel Peixoto, realiza a exposição inédita Arquitetando as Cores do Autismo no Museu de Arqueologia e Paleontologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

A mostra reúne diversos desenhos de personagens e prédios feitos à mão pelo artista e também imagens digitais que retratam o mundo sob o olhar do estudante.  

Gabriel Peixoto conta que sempre foi apaixonado pela arte e o primeiro desenho feito por ele foi ainda era criança, após assistir um programa na televisão.

“Desde cinco a seis anos, primeiro eu comecei desenhando personagens, eu assisti o Pica-Pau na televisão naquela época e quando eu vi o personagem eu fiquei muito fascinado pelo desenho, de como ele era feito e eu pensei assim: será que eu consigo fazer um personagem assim também? Eu vou tentar replicar. Eu só olhei uma vez, o programa tinha acabado, eu peguei o lápis e as coleções e eu conseguir desenhar praticamente igual, isso graças a memória fotográfica que eu tenho”, contou.

Já o convite para expor no museu da UFPI surgiu após um dos funcionários do local se encantar por um desenho do estudante durante um trabalho do seu curso de Arquitetura.

“A gente estava cursando uma disciplina na Arquitetura chamada desenho de observação e o professor solicitou que os alunos fossem desenhar perspectivas, então o Gabriel veio até o museu para fazer perspectiva interna, então a partir daí, uma pessoa do museu, que viu o desenho que ele fez, disse que ele desenha super bem e convidou ele para fazer uma exposição. Como ele é autista, nós combinamos de fazer Arquitetando as Cores do Autismo para motivar as mães, para dizer que eles são capazes, que eles podem produzir, que eles podem trabalhar, essas coisas”, disse a mãe Acácia Peixoto.

A exposição Arquitetando as Cores do Autismo ficará nos corredores Museu de Arqueologia e Paleontologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI) até o dia 30 de junho.  

Gabriel Peixoto destaca que é uma felicidade ter seu trabalho exposto e reconhecido.

“Um orgulho, uma felicidade, representa um vitória mostrando a minha evolução e que apesar das limitações que eu tenho, eu consegui avançar e evoluir a tal ponto que agora eu sou basicamente não só escritor, como também desenhista, artista e futuro arquiteto, se Deus quiser”, complementou o estudante.

 

Rebeca Lima e Ídria Portela (TV Cidade Verde) 
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