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Rodrigo diz que processará o Estado: "fui tratado como animal"

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Rodrigo Fernandes afirma que vai processar o Estado por danos morais pela forma como foi preso e permaneceu na sede da Comissão Investigadora do Crime Organizado. Rodrigo exibe fotos que o mostram algemado nos braços e pés, dormindo sentado por não ter mobilidade de se deitar. Ele alega que passou uma noite inteira algemado de forma desconfortável.


Fotos que serão usadas por Rodrigo no inquérito.

"Todos os dias desse caso foram ruins, mas isso foi o pior. Eu dormi sentado, com algemas nos pés e nas mãos. Eu até pedi para eles colocarem uma algema maior para eu conseguir me deitar. Mas eles não mudaram. Me algemaram como um animal. Passei uma noite de inferno, até porque se eu quisesse fugir eu não teria me entregado", descreve.





O advogado de Rodrigo, Otávio Borges de Miranda, afirmou que entrará com ação de responsabilidade contra o Estado por danos morais e pedirá indenização. "Ele foi tratado como um bandido de alta periculosidade. Isso não podemos admitir. Ele é um cidadão pacato e só foi preso porque não compareceu à audiência do suposto caso de estupro", comentou.


Ainda segundo o advogado, Rodrigo não compareceu à audiência porque estava procurando emprego e a juíza de Coroatá, Andrea Cysne, desconsiderou o inquérito de tentativa de estupro e tentativa de extorsão. "Ela era casada, mas estava a fim de mim. O que aconteceu é que nós fomos para uma festa e depois tivemos uma noite de prazares. Quando foi de manhã, ela, com medo do que a sociedade iria pensar, pegou uma faca, saiu de casa e disse que eu tinha tentado estuprá-la. Mas os exames comprovaram que não teve nada de estupro nem de extorsão. Eu só fui preso por ter saído de Coroatá sem avisar para a Comarca e só fui procurado agora por conta do caso do meu irmão porque isso aconteceu há dois anos atrás", contou Rodrigo.




A juíza desconsiderou a acusação e Rodrigo continuará respondendo ao processo em liberdade.


Cico admite excessos


O delegado Bonfim Filho, presidente da Cico, admitiu que houve excessos e a comissão irá responder por isso.



"O Direito não acode a quem dorme. O advogado tem todo o direito de defender o direito dele [Rodrigo]. Aqui na Cico, nós temos que algemar assaltantes, pistoleiros, pessoas que praticaram crimes hediondos. E às vezes é necessário algemar o acusado para a própria proteção dele, para que ele não reaja e aconteça algo pior. Acho que, nesse caso, não havia necessidade disso tudo porque ele se apresentou no distrito de Campo Maior e não ofereceu resistência. Não estamos aqui para dizer que não aconteceu. Resta agora responder pelo excesso que cometemos", declarou o presidente da Cico que, na época da prisão, estava de licença médica.


Processo contra ex-namorada


O advogado de Rodrigo afirmou ainda que vai estudar uma forma de entrar com processo contra a "ex-namorada" de Rodrigo por injúria e difamação.


Flash de Carlos Lustosa Filho
Redação de Leilane Nunes
[email protected]

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