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Promotora critica falta de empenho do poder público em acessibilidade

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A promotora Marlúcia Evaristo, entrevistada no Jornal do Piauí desta terça-feira (10), criticou a falta de acessibilidade em Teresina. Segundo ela, falta interesse público e conscientização da população para solucionar esse problema.


“Existem cinco tipos de deficiência: mental ou intelectual, física, visual, auditiva e múltipla, quando se apresentam dois ou mais tipos. O termo correto constitucional é ‘pessoa com’ deficiência e a constituição determina que é preciso tratar desigualmente os desiguais”, assinala. 

Ela cita como exemplo que uma empresa que discrimina um portador de deficiência pode ser processada, sofrer multa e ter seu proprietário preso por um a três anos. “O Ministério Público possui o Centro de Defesa e atua nessas causas assim como a promotoria”, acrescenta. 

Verba
Marlúcia Evaristo critica o empenho da prefeitura de Teresina em dar auxílio às pessoas com deficiência. “O correto é que o município destinem orçamento que pudesse atender a todas essas demandas. As SDUs estavam destinando apenas R$50 mil reais para acessibilidade. Intervimos no orçamento, e o valor ficou em R$ 360 mil. Ocorre que esse valor ainda é baixo”, afirma. 

A promotora diz ainda que o sistema de ônibus coletivo utiliza veículos que não são bons não só para os cadeirantes, como também para os idosos, obesos, grávidas e portadores de outras deficiências. “As empresas não fizeram adaptação nos ônibus, apenas compraram novos carros que, por determinação do ministério já devem vir adaptados. E acabaram comprando o pior modelo que é o de plataforma elevatória. Deviam ter adquirido o que tem o piso baixo, que é o mais utilizado nas grandes cidades. Eu não acredito que, às seis horas da tarde, em frente ao (Hospital) Getúlio Vargas, o motorista ou cobrador pare, baixe a plataforma, coloque um cadeirante no seu ônibus”, desafia. 


Carlos Lustosa Filho
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