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Polícia Federal deflagra operação e cumpre 12 mandados em Parnaíba e em Goiás

Foto: Ascom/PF

Atualizada às 10h30


O delegado da Polícia Federal, Carlos Alberto Nascimento, informou ao Cidadeverde.com que três empresários foram presos na operação "Senes" deflagrada na manhã desta quarta-feira (20). 

A PF investiga quadrilha especializada em fraudar benefícios do INSS. Em Parnaíba foram presos dois empresários - um do ramo de lava jato e outro de madeireira. 

"A quadrilha falsificava documentos, criavam benefícios falsos, cooptavam idosos para irem aos bancos e agências do INSS. Eles pegavam os cartões e sacavam os benefícios". 
 

Atualizada às 8h40

Foto: Divulgação PF-PI

Uma operação da Polícia Federal, contra fraude na previdência, cumpriu três mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão em Parnaíba (a 324 km de Teresina) e em Valparaíso-GO, nesta quarta-feira(20). A quadrilha especializada atuava em solo piauiense, no Maranhão e no Distrito Federal e teria gerado um prejuízo de R$ 7,6 milhões aos cofres públicos.  

Os mandados da Operação Senes foram expedidos pela Justiça Federal de Parnaíba. As investigações iniciaram ainda em 2018, depois da prisão em flagrante de um dos integrantes do bando no litoral piauiense e foram realizadas pela Polícia Federal em conjunto com Ministério Público Federal. 

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva em Parnaíba e um em Valparaíso em Goiás. 

Segundo o Núcleo de Inteligência da Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista – CGINT, órgão da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, que participou das investigações, o prejuízo efetivo já remonta a R$ 7,6 milhões com o pagamento dos benefícios identificados, obtidos de forma indevida. 

“Contudo, com a deflagração desta operação, a economia gerada é de pelo menos R$ 13,6 milhões, apenas considerados os benefícios previdenciários identificados e suspensos nessa primeira fase da investigação”, informa a nota da Polícia Federal.

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato majorado, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informação e formação de quadrilha, cujas penas podem chegar a 15 anos de reclusão.

Participam da operação 50 policiais federais dos estados do Piauí, Ceará, e do Distrito Federal, com apoio de servidores da CGINT e IBAMA.


Caroline Oliveira e Yala Sena ( Com informações da Polícia Federal )
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