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ICMBio reúne gestores para tratar sobre a pesca de arrasto

Foto: reprodução

O Instituto Chico Mendes da Biodiversidade na região de Parnaíba reuniu gestores, prefeitos e pescadores para tratar sobre a proibição da pesca de arrasto na Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba.

A reunião foi realizada na Estação de Aquicultura da Universidade Federal do Delta do Parnaíba para tratar de soluções frente ao impacto resultado da proibição em favor da vida marinha.

Segundo Fernando Gomes, chefe substituto da APA do Delta do Parnaíba, existem no território dez municípios e pela aprovação do plano de manejo foi uma proibição muito intensa em todos esses municípios nos três Estados Piauí, Ceará e Maranhão.

Uma das regras que foi aprovada foi aquela que trata da proibição de alguns petrechos de pesca consideradas extremamente predatórias. Ocorre que nesta região principalmente do lado maranhense, cerca de três mil pescadores que sobrevivem desta atividade utilizando esse tipo de rede de arrasto.

Uma das cidades muito afetadas com a mudança é Tutóia no Maranhão e que possui 40% da população ligada diretamente à atividade pesqueira, que inclui a pesca de arrasto. Realidade que preocupa o prefeito Raimundo Nonato Abraão Baquil, o Diringa.

“É um sofrimento do nosso pescador artesanal, ele se adaptou a este tipo de pesca, mas eles sabem são conscientes que a pesca predatória acaba com todas as gerações [do pescado] e é exatamente por isso que estamos em busca de outras armadilhas que possam substituir estas. Estou disposto a ajudar na substituição para que a gente possa continuar na luta junto com pescador”, assegurou Diringa, prefeito de Tutóia.

Instituições se reuniram através de seus representantes para melhor discutir alternativas econômicas para os pescadores artesanais, visando o incremento de tecnologias socioambientais para produção de alimentos saudáveis, trabalho e geração de renda para os pescadores artesanais.

“Estamos apontando algumas saídas a exemplo desta tecnologia que a gente tem utilizado para a agricultura familiar, que é do quintal agroecológico, que é cultivo de peixe associado à agricultura com roçada, pomares, criações de pequenos animais, que possam estar acessíveis à família dos pescadores”,  disse Josenildo Souza e Silva, pró-reitor de Extensão da UFDPar. A reunião ocorreu na sexta-feira(20).

Com informações de correiodonorte