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População denuncia falta de remédios para epiléticos em Parnaíba; Sesapi reage

Um homem que não quis se identificar denunciou que o Governo do Estado e a Prefeitura de Parnaíba não estão repassando medicamentos anti-convulsivos para epiléticos e portadores da Síndrome de West. Segundo ele, que diz ser pai de uma criança com epilepsia, a falta dos remédios compromete o tratamento. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) se manifestou através de nota e garantiu que está tomando as devidas providências para resolver o problema.

"O Governo do Estado e a Prefeitura de Parnaíba não repassam os seguintes medicamentos aos usuários que dependem extremamente desses anti-convulsivos para que possam se manter vivos e desenvolver atividades no dia a dia", relatou o denunciante.

De acordo com ele, os valores dos remédios são "exorbitantes". "Há na cidade de Parnaíba adultos, jovens, crianças e idosos que necessitam demais desses remédios. No entanto, os mesmos são de valores exorbitantes tais como: Sabril 500mg, que custa R$ 300,00; Topiramato 25mg, que custa R$ 70,00. Como pode uma família que vive com um salário mínimo manter a compra desses medicamentos com esses valores altíssimos?", questionou.

"Se algum desses usuários vierem a óbito, iremos responsabilizar as duas esferas, o poder público municipal da cidade de Parnaíba e o Governo do Estado do Piauí, por não repassarem esses remédios que são de suma importância para esses portadores de necessidades especiais", complementou.
 
Em nota, a Sesapi informou que os pacientes que fazem uso do Topiramato 25mg serão atendidos regularmente a partir de quarta-feira (3) na Assistência Farmacêutica de Parnaíba e assegurou que está tentando contornar o problema definitivamente.

"A Secretaria confirma a falta da Vigabatrina 500mg, uma vez que desde o ano passado não era realizada a compra deste medicamento. Ressalta-se que a aquisição deste componente especializado está em fase final de licitação, ao tempo em que procura alternativas para regularizar de imediato o restabelecimento do atendimento a população como “pegar carona” de licitação de outros estados", finalizou.

Flávio Meireles e Rayldo Pereira
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