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Coluna 19/01

 


Teresina City

A coluna não deixa de conferir os Diários Oficiais, do Estado, Município e União, e pinçou o registro da nomeação de Ramon Alves de Sousa Júnior para o cargo de Gerente Executivo de Transportes da Strans em Teresina. Ramon é ex-vereador de Timon, filho do empresário proprietário da empresa Timon City. A nomeação repercutiu na Câmara de Teresina e em alas do próprio Palácio da Cidade. A Prefeitura segue com um projeto prioritário em mente: passe livre.


Totalmente diferente

Movimentações visando 2024 não acontecem apenas em Teresina. Na capital, segue o diálogo entre PT e Dr.Pessoa para uma composição – envolvendo, talvez, o comando da Semcaspi – mas, em Parnaíba, o fato é outro: o PT não abre mão da candidatura própria.


Flaviana, Rubens ou Dr. Hélio

Por lá, candidata a prefeita da base aliada em 2024 deve ser mesmo Flaviana Veras, esposa do deputado federal eleito Floretino Veras. Diálogos ainda irão acontecer no partido, antes da filiação, marcada para fevereiro. Adversários internos, Dr. Hélio  (MDB) e Rubens Vieira (PT) também buscam se viabilizar, mas no PT parnaibano a percepção é de que o nome de Flaviana ganhou tração. Há, claro, outros nomes da base como vereadores que se apresentam como opção e podem, no fim, compor a chapa, lembra à coluna uma fonte do PT de Parnaíba. 
 


O preferido

Quanto à situação, alguns nomes são opções para o grupo político do prefeito Mão Santa, entre eles o vereador Carlson Pessoa, a vereadora Neta e o que parece ser o preferido, o ex-governador Zé Filho. É também percebido como o mais competitivo, seja pela própria força política, seja pela estrutura. A deputada estadual Gracinha Mão Santa (Progressistas), porém, é peça central nas articulações.


Minha pasta, minha equipe

Em Brasília, ministros esperam para nomear suas equipes. Até agora, a maioria só conseguiu nomear cargos como chefe de gabinete e secretário-executivo. Os demais cargos dependem do “ok” de Lula, que busca atrair aliados do União Brasil e Republicanos. Uma exceção: o ministro Wellington Dias, do Desenvolvimento Social. Dias foi um dos poucos autorizados a demitir os secretários nacionais e titulares de diretorias nos primeiros dias de janeiro.


A agenda

A campanha eleitoral importa e pode mudar um resultado das urnas. Eleitores – e não são poucos – decidem os votos apenas quando o processo eleitoral já está em marcha. Eles estão cada vez menos identificados com partidos e sendo orientados pelas flutuações midiáticas de uma campanha eleitoral massivamente virtual. Dito isso, há outros fatores de relevo que precedem a campanha na decisão do voto: a aprovação, o contexto econômico, a incumbência (o gestor que busca a reeleição), o tempo de permanência no poder (mais desgaste, ou menos, depende) e a identificação partidária.


Lógica

Estudo clássico do Ipea de 2005 aponta para a correlação de gastos dos prefeitos municipais e as chances de vitória nas urnas. A despesa entre custeio (manutencão da máquina administrativa) e investimentos públicos (obras) é concreta: sim, obras públicas cativam o eleitorado. Ou seja, atrair e realizar obras é a melhor forma de um candidato conseguir influenciar a própria chance de sucesso nas urnas. Esse elo não é trivial. E, por isso mesmo, Brasília deve ser palco de comitivas de prefeitos, vereadores e suplentes dos mais variados cargos em busca dos projetos e recursos para viabilizar obras em suas regiões. Nem tudo são discursos. E todo discurso precisa ser calcado em algo concreto. Talvez uma obra.


Critério 

Nem o mais votado, nem por sorteio. O deputado federal eleito Florentino Neto (PT) defende que a força das bancadas seja o critério decisivo para a definição dos cargos federais que os deputados e senadores piauienses irão escolher na reunião marcada para sexta-feira, em Brasília. Após três cancelamentos, a expectativa é que os parlamentares aproveitem o encontro com Arthur Lira, presidente da Câmara Federal, também na sexta, para sentar e deliberar. Florentino segue almejando indicar a Funasa, que ele espera ter a extinção revista pelo Governo Lula.


Agora vai

Decisão do presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, Franzé Silva, de pautar a discussão sobre a mudança nos horários das sessões da manhã para a tarde, deve ser confirmada pela maioria em breve. É uma saída viável para as ausências no plenário, sempre sob a justificativa dos parlamentares de que estão em busca de recursos em secretarias durante a manhã. Com as sessões indo para a tarde – na contramão da Câmara de Teresina, que tinha sessões a tarde e mudou para a manhã há alguns anos – a tendência é de melhorar o combalido quórum para os debates necessários no Legislativo.


A foto do dia

Registro do novo presidente da Fundalegis (Fundação Humberto Reis), da Assembleia Legislativa do Piauí, o ex-vereador de Teresina, Edvan Silva. Ele anunciou os motes da gestão: cursos de qualificação e palestras motivacionais para comunidades, tanto nos bairros mais periféricos de Teresina como nas cidades do interior do estado. “É uma meta desta gestão, colocada pelo presidente da Casa, Franzé. Já iniciamos os estudos para viabilizarmos o quanto antes”, afirmou Edvan, que é uma indicação do futuro vice-presidente da Alepi, deputado Evaldo Gomes.


A frase para pensar

“A arte do compromisso é dividir o bolo de modo que cada um pense ter ficado com o pedaço maior", Laurence J.Peter (1919-1990), educador canadense.