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Você já ouviu falar do Prêmio Darwin?

O Prêmio Darwin ou Darwin Awards surgiu a partir de um grupo de usuários da internet que foi colecionando situações inusitadas a partir de dados pesquisados na imprensa, em 1985. Por volta de 1991 a cientista britânica Wendy Northcutt, que vez por outra costumava a mandar para os amigos estas situações institucionalizou o Prêmio. Em 1993 ela organizou um site onde publica todas as situações com base no que foi publicado na imprensa. Mas que situações são essas?

Charles Darwin estabeleceu as bases da Evolução Moderna. Darwin criou a Teoria da Seleção Natural, segundo a qual a vida, que apresenta grande diversidade (cores, formas, modelos, tamanhos, comportamentos, estágios, estratégias, formas de nutrição, modos de acasalamento etc.) é selecionada pela própria natureza. Ou seja: a natureza seleciona os mais aptos. O que os criadores do Prêmio Darwin fizeram foi passar a selecionar situações de pessoas que cometeram atos tão estúpidos que terminaram sendo vítima de sua própria burrice. São situações bizarras e que muitas pessoas até duvidam que a estupidez chegue a alcançar níveis tão alarmantes. Desde situações simples, como a história de um homem que subiu para podar uma árvore e serrou o galho em que se apoiava, caindo e perdendo a vida (que inclusive ilustra a capa da edição brasileira do livro “O prêmio Darwin – a evolução em ação”, publicado em 2001).

Há um pitada de humor negro nas histórias, mas para nós, o mais interessante é a reflexão que precisa ser feita antes de tomarmos determinadas atitudes como: dirigir bêbado (aliás tomar qualquer decisão bêbado), manusear uma arma sem conhecer seu funcionamento, soltar fogos de artifícios, pilotar uma moto sem conhecimento da máquina, dirigir e tentar atropelar um grupo de pessoas com uma retroescavadeira etc.

Vamos encontrar dezenas de milhares de situações que nos empurram fatalmente a candidatos ao Prêmio Darwin. Na minha opinião, um forte candidato para o Prêmio Darwin 2020 é o americano Michael Hughes. Michael Hughes, conhecido como “Mad Mike” (Mike Louco, em tradução livre) queria provar que a Terra era plana. Construiu um foguete, amarrou-se nele e disparou. A ideia era conseguir atingir 5000 pés de altura, o equivalente a mais ou menos 1500 metros para ver que a Terra não tinha qualquer curvatura. Por algum motivo o paraquedas não funcionou. Veja o vídeo:

[Apesar de duvidar que algum leitor do Ciência Viva possa acreditar que a Terra é plana os pesquisadores brasileiros Gustavo Rojas (UFSCar) e Bruno Carneiro (UFPE) ajudaram a escrever um texto mostrando cinco maneiras mais seguras de provar que a Terra NÃO É PLANA. Para ver estas dicas clique aqui.]

O caso de Hughes ilustra bem a natureza do Prêmio Darwin, que é bem definido pela frase de Einstein: “Somente duas coisas são infinitas – o universo e a estupidez humana, e não estou certo quanto ao Universo”.

Boa semana para todos (as).