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COVID-19: pesquisadores piauienses mantêm monitoramento

As notícias sobre a pandemia de COVID-19 têm despertado nas pessoas diferentes sensações. Algumas por medo já nem acompanham mais os noticiários porque estão trancadas em casa e as notícias se direcionam para contar o que está acontecendo. Já ouvi de um amigo que quando termina o jornal está com metade dos sintomas, tudo fruto da ansiedade provocada pela situação.

Por outro lado, já vejo que a imprensa tem aplicado filtros mais cuidadosos, e hoje as notícias ruins já são intercaladas com boas notícias, falando de pessoas que foram curadas ou que as empresas e pessoas com posses estão fazendo doações importantes. Mas muita gente se informa usando as redes sociais e isto tem sido muito temeroso, dada guerra de memes e Fake News que passa pelas nossas timelines. Especialmente os mais idosos que não conseguem perceber montagens às vezes completamente esdrúxulas, mas que chegam como verdades, pois foram recebidas de “amigo”, que por vezes repassou sem nem observar um mínimo de coerência (é assim que as Fake News são repassadas). Às vezes há má fé. Às vezes, não.

Se você está interessado em tomar pé da situação da pandemia de COVID-19 através de dados seguros e de fontes confiáveis, pode conhecer o trabalho dos pesquisadores da Universidade Federal do Piauí que alimentam a Sala de Situação atualizado frequentemente com informações vindas direto dos banco de dados da Secretaria Estadual de Saúde do Piauí, da Fundação Municipal de Saúde de Teresina e do Comitê Científico de Combate ao Coronavírus no Nordeste, denominado C4.

A equipe é formada por 13 pesquisadores das Universidades Federal do Piauí, do Delta do Parnaíba, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI) e da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) no Piauí. Eu conversei com Prof. Dr. Bruno Guedes que me deu algumas indicações de como pesquisar na página do grupo e que mantêm uma atualização dos casos de contaminação, óbitos e até o nível de ocupação de leitos hospitalares e leitos de UTI bem real, alimentada pelos bancos de dados que citei acima.

Nos gráficos, é possível ver o andamento da contaminação no Brasil, no Piauí e em Teresina, comparados com outros estados da federação e com os EUA, para que se perceba a evolução da doença por aqui. Ao ver os dados fiquei preocupado com o avanço, ao mesmo tempo que senti confiança de que vamos superar esta situação, considerando as medidas que vêm sendo tomadas na nossa cidade, Teresina.

Vamos superar este momento. Depende muito de nós. Se puder, fique em casa!

Boa semana para todos (as).