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Enfim, a vacina

Talvez a melhor notícia do ano tenha sido protagonizada pelos pesquisadores e dirigentes do Instituto Butantan de São Paulo ao anunciarem, em 06 de janeiro de 2021, o resultado dos ensaios da terceira fase da vacina Coronavac produzida pelo instituto em parceria com a gigante farmacêutica chinesa Sinovac.

 

Fonte: Rodrigo Lima, Diário Digital.

Os resultados divulgados apontam para uma eficácia de 78% na prevenção de casos leves de COVID-19, com dados obtidos a partir de uma pesquisa com 12000 voluntários. É importante salientar que parte destes voluntários não recebeu a vacina: o chamado grupo controle passa pelo mesmo protocolo de “receber a vacina”, mas na verdade é inoculado com o placebo, substância que não tem o princípio ativo da doença. A medida serve exatamente para o teste de eficácia, pois o grupo inoculado com o placebo deve adoecer normalmente, enquanto os que receberam a vacina de verdade devem ficar imunizados.

A Science, no seu boletim de notícias da semana, enfocou também a dificuldade de relação entre o Instituto Butantan e a Sinovac na divulgação dos dados mais esmiuçados. A justificativa é de que estes dados ainda serão submetidos e publicados em periódicos científicos. Eu, particularmente, vejo como uma tentativa de proteção de dados da Sinovac para se esquivar da ridícula briga política que existe aqui no Brasil protagonizada pelo Presidente da República e o Governador de São Paulo.

A ciência tem procurado diferentes caminhos para livrar-nos dos efeitos desta doença, ainda não totalmente. Além da possibilidade de imunização, o que seria feito por meio da vacinação, outras estratégias estão sendo testadas. Em outro post, já tínhamos falado sobre as principais vacinas em desenvolvimento contra o SARS-CoV2, espalhadas por diferentes regiões do mundo (reveja aqui), além de muitas informações sobre a COVID-19.

Esperamos que estas boas notícias virem rotina neste ano de 2021.

Até o próximo post...