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Em dois dias, duas grandes perdas

No finalzinho de 2021 a ciência perdeu dois grandes expoentes que muito contribuíram para o desvendar da Biodiversidade mundial, o que é lamentável.

No dia 25 de dezembro o mundo perdeu o ecólogo Thomas Lovejoy, considerado um dos principais cientistas da área de Conservação Ambiental, especialmente do ambiente Amazônico. Nascido nos EUA, Lovejoy veio para o Brasil na década de 1960 onde fez os seus estudos de doutorado e contribuiu imensamente para o conhecimento da biodiversidade amazônica. Politicamente, foi conselheiro dos presidentes Ronald Reagan e Bill Clinton e trabalhou em missões dos governos Barack Obama e Joe Biden. É considerado o autor do termo Diversidade Biológica e dedicou 50 anos de sua vida aos estudos na Amazônia.

Thoma Lovejoy (Fonte: www.environment.yale.edu)

No dia 26 de dezembro foi a vez de Edward Osborne Wilson partir para eternidade. Wilson foi considerado pela ciência como “o Charles Darwin dos dias atuais”. Biólogo entomologista, Wilson era considerado um dos maiores conhecedores da biodiversidade do Planeta. Professor por mais de 40 anos da Universidade de Harvard, foi autor de diversas obras, duas das quais venceram o Prêmio Pulitzer de Não-Ficção. Wilson defendia, ultimamente, o Projeto Meia Terra. A ideia de que se a humanidade preservasse metade da Terra a Biodiversidade estaria menos afetada pelos impactos do desenvolvimento e do crescimento econômico.

Edward Wilson (Fonte: Getty Images)

A vida vai nos mostrando que pessoas de valor também finalizam sua missão na Terra. O legado de Lovejoy e de Wilson serve para ensinar aos que vão ficando que o que eles estudaram é o verdadeiro valor da vida. A vida no seu significado mais completo e real.

Um feliz ano novo para os que me acompanham no Ciência Viva.

Feliz 2022!!!