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“É bom demais para ser verdade”

A ciência por trás do combate ao crime

“Para ladrão não tem cerca” já diz o ditado popular. É muito difícil combater o crime e na atualidade existem dezenas de “portas” que geram oportunidades para pessoas com má intenção passarem pessoas de bem para trás. Dentre as portas mais convidativas estão as de cunho tecnológico, uma vez que boa parte da população ainda está engatinhando no domínio dos atributos da modernidade e ficam facilmente suscetíveis à ação de pessoas inescrupulosas.

Outro dia vi nas redes sociais de um amigo boas ofertas de móveis e eletrodomésticos por preços tentadores. Falei com ele pelo Direct do Instagram e disse: “tá desfazendo a casa?”. Ele prontamente me respondeu: “não amigo”. Nossa amizade tem mais de 20 anos. Fui seu professor e hoje ele é meu médico. E todas as vezes que falo com ele, independente do canal, ele me responde: “e aí prof.?”. Desconfiei de pronto. Aí resolvi falar com ele pelo Whatsapp e fiquei sabendo que a conta dele do Instagram tinha sido raptada. Ele me narrou a epopeia que foi para recuperar, para avisar a todos de que se tratava de um golpe e muitos dos seus amigos e contatos, inadvertidamente, seguiram depositando valores na conta do larápio. Estes golpes são muito mais comuns do que imaginamos e ocorrem por diferentes canais. São crimes inteligentes, mas, assim como todo crime, não são perfeitos.

Capa do e-book.

Foi publicado recentemente o e-book “É bom demais para ser verdade?” de autoria dos policiais Alesandro Gonçalves Barreto e Natália Siqueira da Silva. O e-book chegou para mim através de amigos que estavam divulgando um guia de como evitar e o que fazer caso a situação de crime cibernético ocorra com você. A obra descreve dez tipos de crimes diferentes e suas respectivas variações em situações usando aplicativos como Whatsapp, Instagram, usando fraudes bancárias como emissão de boletos, criptomoedas, golpes por e-mail e outras estratégias usadas pelos criminosos. O e-book é muito didático porque nomina a situação, o objetivo, o modus operandi (detalhamento de como ocorre), a forma de como se proteger e o que fazer, caso tenha caído no golpe. Trata-se de uma leitura indispensável e elaborada com o rigor de quem pesquisa sobre o assunto.

Delegado Alesandro Barreto. Fonte: Linkedin.

Os autores, Alesandro Barreto e Natália Siqueira, são policiais de carreira. O Delegado Alesandro Barreto pertence aos quadros da Secretária de Segurança Pública do Piauí e é um estudioso da área, com várias publicações sobre o tema. Atualmente o Delegado Alesandro Barreto está mobilizado na Secretaria de Operações Integradas do Ministério de Justiça e Segurança Pública,onde coordena o Laboratório de Operações Cibernéticas, de acordo com informações que colhi junto à sua conta na rede Linkedin. O e-book é prefaciado e apresentado por policiais renomados na área de segurança cibernética.

Muito bom saber que inteligências do Piauí estão a serviço do país no combate à criminalidade.

Boa semana para todos (as) e até o próximo post...