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Por que sobrevivemos à Seleção Natural?

Quando nascemos, nós humanos, somos excessivamente frágeis. Somos uma das espécies que depende muito dos cuidados parentais. Estes cuidados perduram por um tempo maior, até completarmos a maturidade de conseguirmos nos deslocar sozinhos e de levar os alimentos à boca. Se não fossem os cuidados dispensados por nossos pais, dificilmente sobreviveríamos aos riscos e perigos do meio.

Esta fragilidade está relacionada ao tempo pequeno de desenvolvimento no ventre materno: só para se ter uma ideia nem as placas do nosso crânio estão completamente formadas, levando de 12 a 18 meses para fechar o que chamamos popularmente de moleira, denominada cientificamente de fontanela. Isso dentre muitas características que afetam diretamente nossa autonomia. Nossa sobrevivência enquanto espécie passou a depender dos cuidados dispensados por nossos pais para nos alimentar e nos proteger da ação de predadores e dos demais riscos naturais. Estes cuidados foram um diferencial, não somente para humanos, mas para algumas espécies de mamíferos e muitas espécies de aves, que dependem dos alimentos trazidos pelos pais e da proteção conferida pelo ninho. São frutos da nossa inteligência e que permitiram nossa passagem pelo crivo da seleção natural.

Esta capacidade de cuidar não surgiu de modo instantâneo. Certamente foi algo aprendido e repassado de geração em geração, ao ponto de ter permitido nossa perpetuação. A não recorrência dos processos teria resultado em perdas consideráveis, alterando o fluxo normal da espécie e sua sobrevivência.

Esta semana resolvi escrever sobre isso para nos lembrar o quanto cuidar é tão relevante para nós, humanos. Que foi a chave para chegarmos aonde chegamos em termos de sobrevivência. Fui tocado pela matéria da jornalista Paula Monize, do Portal Cidadeverde.com que mostrou a história de um pai que ajuda o filho cadeirante na difícil missão de supervisionar o censo do IBGE na cidade de Picos (PI), nos mostrando o significado da palavra CUIDAR. Reveja a matéria aqui.

Cuidar é, sobretudo, um ato de amor!

Boa semana para todos (as).