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Espécie de vespa do Cerrado guarda o segredo da destruição das Superbactérias

  • Polybia_occidentalis_Jatun_Sacha.jpg Imagens de Internet
  • Polybia_dimorpha.jpg Imagens de Internet

O veneno produzido por uma vespa que vive no Cerrado brasileiro se revelou uma importante arma contra as chamadas superbactérias. Pesquisa conduzida pela pesquisadora brasileira Marisa Rangel identificou um peptídeo (fração menor do que uma proteína) extraído da vespa Polybia dimorpha com grande capacidade de destruir a parede celular de bactérias.

A substância, batizada de Polydim-1, em homenagem à vespa, age assim: no momento que a substância entra em contato com a parede celular da bactéria uma reação provoca a severa destruição da parede levando a um dano mortal à bactéria. O artigo com a descoberta foi publicado na Revista Plos One e os testes já vem sendo feitos em várias instituições de pesquisa como o Instituto Butantan, Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Estadual Paulista (UNESP).

Uma descoberta como esta ajuda a alimentar as preocupações com o processo de degradação de áreas do Cerrado. Os Cerrados brasileiros são vistos como a última fronteira agrícola do Brasil, especialmente na região que ficou conhecida como MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que ainda mantém um grau razoável de preservação. Com o avanço da atividade agrícola muitas destas potencialidades ainda não descobertas podem desaparecer antes mesmo de serem conhecidas.

A degradação da vegetação leva junto a extinção de animais. Plantas e animais resguardam informações que a ciência não teve ainda como alcançar, dado o descompasso entre o processo de avanço do conhecimento científico e a degradação do meio ambiente.

É preciso ficar muito atento a esta relação (descobertas científicas X degradação ambiental).

Quer saber mais sobre o assunto, clique: http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0178785#references