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Hackathon EMBRAPA no Piauí: uma grande sacada de integração entre Ciências

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Aconteceu no último dia 21 de setembro a primeira etapa do Hackathon Acadêmico EMBRAPA Nacional. Para quem nunca ouviu falar este evento é uma espécie de “Maratona da Inteligência” que visa integrar áreas aparentemente tão distintas, como agropecuária e tecnologia.

A ideia surgiu ano passado na unidade da EMBRAPA de Brasília (DF) e consiste em estimular técnicos e tecnólogos, além de estudantes da área de Computação a criar soluções para Agropecuária. Este ano, em 2017, o evento foi desenvolvido em cinco unidades da EMBRAPA, dentre elas a EMBRAPA MeioNorte. Cada unidade escolheu o tema que estivesse como foco para solução por meio da adesão das novas tecnologias.

A EMBRAPA Meio Norte elegeu o tema “Feijão-caupi: manejo sustentável e mercado garantido”. De acordo com o site da EMBRAPA (https://www.embrapa.br/hackathon/temas-e-cidades/teresina), a cultura do feijão-caupi é uma pulses (cultura de plantas leguminosas de grãos secos que incluem feijões secos, ervilhas secas, grão-de-bico e lentilha) de maior importância no mundo. O Brasil é o terceiro maior produtor do mundo, embora a produção do Brasil, na safra 2016/2017, esteja estimada apenas em 649.000 toneladas de feijão-caupi. Embora a produtividade tenha sofrido um bom incremento, ainda é considerada muito baixa e um dos fatores é a falta de informações sobre o manejo cultural, não disponibilizadas eficientemente aos produtores.

A falta de algumas informações importantes sobre a cultura como as cultivares para cada região, sementes disponíveis, tipos comerciais demandados pelos mercados, população de plantas, adubação, pragas, doenças, ervas daninhas são fatores que precisam ser trabalhados para um melhor desempenho da cultura.

Eu conversei com pesquisador da EMBRAPA Meio Norte, Dr. Bruno Souza, Assessor da Chefia de Pesquisa e Desenvolvimento, que me contou que as dez equipes participantes tiveram palestras sobre o feijão-caupi no turno da manhã para inspirar as mentes criativas e, à tarde, começaram a desenvolver projetos tecnológicos que podem ser aplicativos, páginas na internet, processos de automação, ou qualquer outra atividade tecnológica que pode ser aplicada na cultura do Feijão-Caupi. O resultado da competição sai no dia 18 de outubro.

Participaram do evento equipes da UFPI, IFPI, UESPI, IFMA e das Faculdades AESPI/FAPI e Estácio-CEUT. Vamos esperar os resultados para ver o que as feras da Computação farão pela cultura do feijão-caupi, uma verdadeira lição de interdisciplinaridade.