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Consequências da extinção da Megafauna

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Quem já entrou no Centro Artesanal em Teresina já se deparou com uma escultura metálica gigante chamada Árvore da Megafauna do artista plástico piauiense Carlos Martins, o Carlão, morto em 2013. A obra mostra um cenário formado por uma árvore na qual se percebe uma figura humana acompanhada de um tigre-do-dente-de-sabre, um mamute e uma preguiça-gigante em uma imagem que poderia muito bem representar uma cena vivida há cerca de 10 ou 12 mil anos atrás.

Diferente dos dinossauros, que viveram na Terra há mais de 60 milhões de anos, muito tempo antes do ser humano existir, estes animais retratados na escultura conviveram com o homem e foram extintos, muito provavelmente por uma combinação de problemas como fatores climáticos até a própria convivência com o Homo sapiens.

O pesquisador brasileiro Mauro Galetti, do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, lidera um grupo de pesquisadores do Brasil, Dinamarca, Espanha, Suíça, EUA, África do Sul e Austrália, que publicou recentemente um trabalho sobre os impactos da extinção da megafauna em todo o planeta. Ele e outros colegas compilaram informações sobre quais as consequências da extinção de mamutes, preguiças-gigantes, tigres-dente-de-sabres (animais retratados na escultura do genial Carlão) entre outros nas interações ecológicas.

A extinção destes animais mexeu com uma série de interações com outros seres vivos. Galetti comenta: se você fosse um parasita vivendo dentro de uma preguiça-gigante você teria duas alternativas na ocasião em que a preguiça foi extinta: ou se ajustava para viver em outro hospedeiro ou seria eliminado junto com a preguiça. O artigo foca questões e situações como essa. O artigo foi publicado na revista Biological Reviews.

O que restou da Megafauna ficou registrado apenas na bela escultura de Carlão e nos fósseis encontrados em muitas áreas da América do Sul, o que incluem sítios paleontológicos na região da Serra da Capivara e arredores.