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Pesquisadores mapeiam arboviroses em todo o Piauí

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As epidemias de Chikungunya e Zika são heranças da capacidade humana de impactar o meio ambiente. Juntamente com a Dengue, são viroses transmitidas pela picada das fêmeas do mosquito da espécie Aedes aegypti, causadas por vírus classificados como Arbovírus. A Dengue foi detectada pela primeira vez na década de 1980, mas Chikungunya e Zika são doenças que apareceram de 2014 para cá. Todas transmitidas de modo eficiente pelo Aedes.

A Dengue tem um histórico de maltratar muito seus doentes com febre, dores no corpo, vermelhidão e com a possibilidade de levar a letalidade na sua versão hemorrágica. A Chikungunya leva a um longo período de dores articulares e febre. Já a Zika é assintomática em mais de 80% dos pacientes e se caracteriza como uma virose benigna já que pode causar apenas mal-estar e vermelhidão na pele e nos olhos. Mas sua forma mais degradante é sobre fetos, o que já foi comprovado por pesquisadores brasileiros. O Zika ajuda a destruir tecido nervoso, sendo o principal suspeito de casos de microcefalia que estouraram no Brasil entre os anos de 2015 e 2016.

Os pesquisadores da Universidade Federal do Piauí, vinculados ao Mestrado em Geografia, Dr. Lindemberg Albuquerque e Dr. Gustavo Valladares aprovaram projeto junto ao edital do PPSUS da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí para prover os órgãos de saúde pública estaduais de um mapeamento completo da incidência das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti.

A ideia passa por mapear a ocorrência destas doenças na abrangência dos 224 municípios do Estado do Piauí. O mapeamento contemplaria até o registro de caso de microcefalia e com as informações sobre os índices de infestação pelas larvas do mosquito propor estratégias de planejamento para os órgãos que lidam com o combate a estas doenças.

O projeto utiliza recursos do Programa de Pesquisa para o SUS (Sistema Único de Saúde) que foi criado com os objetivos de (1) financiar pesquisas em temas prioritários para a saúde da população brasileira, (2) promover a aproximação dos sistemas de saúde, ciência e tecnologia locais, (3) reduzir as desigualdades regionais na ciência, tecnologia e inovação em saúde e (4) promover a equidade.

A ciência, entretanto, segue fazendo sua parte para minimizar os efeitos da atividade do Aedes, que se tornou o grande vilão na disseminação destas doenças que tem causado danos à saúde pública brasileira e aos recursos governamentais para o seu combate.