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Cientista brasileiro publica artigo que contraria a Teoria do Big Bang

Muita gente já deve ter ouvido falar da Teoria do Big Bang ou Teoria da Grande Expansão. Segundo esta teoria o Universo teria surgido a partir da expansão da matéria há aproximadamente 13,8 bilhões de anos e estaria em processo de expansão até hoje.

O Big Bang foi pensado inicialmente como a Hipótese do Átomo Primordial foi proposta por Georges Lemaitre em 1927 recebeu o aporte de ideias e contribuições de pesquisadores como Alexander Friedmann e Edwin Hubble, alinhados com a teoria da Relatividade de Albert Einstein. A teoria ganhou o nome de Big Bang (a grande explosão, em bom português) em 1949 pelo cientista Fred Hoyle que, para explicar um modelo cosmológico em oposição à do Big Bang (Teoria do Estado Estacionário), o cunhou de forma pejorativa, durante uma entrevista concedida sobre o tema a uma rádio.

O cientista brasileiro Juliano César Silva Neves do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) afirmou, categoricamente que o Big Bang não existiu.

Neves publicou recentemente na revista científica General Relativity and Gravitation onde sugere a eliminação de um aspecto fundamental do modelo padrão cosmológico: a necessidade da existência de uma singularidade cosmológica no início dos tempos, ponto focal do que é chamado de Big Bang. A ideia reinserida nesta discussão sobre a origem do Universo por Neves e de que a fase de expansão, unânime entre os cientistas, tenha sido precedida por uma fase de contração.

A discussão sobre este tema vai longe. O crescimento e desenvolvimento da ciência dá-se exatamente em razão deste tipo de discussão, fundada não em crenças pessoais, mas na análise de fatos que corroborem com o assunto.