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Cães podem ter sido domesticados bem antes do que se imaginava

Que o cão é o melhor amigo do homem, já não se tem dúvida... Até já escrevi um post sobre o lado genético da questão...

Agora, pesquisadoras do Instituto Max Planck na Alemanha descobriram uma inscrição rupestre que ajuda a polemizar a questão sobre o tempo de domesticação destes animais por parte do homem.

Foi encontrado, esculpido em um penhasco de arenito na borda de um rio passado no deserto árabe, um caçador com seu arco para caça. Ele é acompanhado por 13 cães, cada um com suas próprias marcas no pelo, sendo que dois animais têm linhas que correm do pescoço para a cintura do homem, caracterizando uma ligação, como se fosse a representação de uma coleira.

As gravuras provavelmente datam de mais de 8000 anos, tornando-se as primeiras representações de cães, sugerindo que os seres humanos dominaram a arte de treinar e controlar cães milhares de anos antes do que se pensava anteriormente.

A cena de caça vem de Shuwaymis, uma região montanhosa do noroeste da Arábia Saudita, onde as chuvas sazonais formaram rios e apoiou bolsões de vegetação densa. Nos últimos três anos, Maria Guagnin, arqueóloga do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana em Jena, na Alemanha, em parceria com a Comissão Saudita do Turismo e Patrimônio Nacional, ajudou a catalogar mais de 1400 painéis de arte rupestre contendo quase 7000 animais e seres humanos em Shuwaymis e Jubbah.

Os cães parecem muito com o cão de Canaã de hoje, uma raça em grande parte feroz que atravessa os desertos do Oriente Médio. Isso poderia indicar que essas pessoas antigas criavam cães que já se adaptaram à caça no deserto.

Mesmo que a arte seja mais recente do que os 8000-9000 anos calculados pelas cientistas, as coleiras são, de longe, as mais antigas registradas. Até agora, a primeira evidência de tais restrições veio de uma pintura mural no Egito datada de cerca de 5500 anos atrás.

Veja o vídeo sobre a descoberta: