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Bionorte: tese de Doutorado apresenta dados inéditos sobre o comportamento de plantas do Cerrado

Esta semana que passou estive na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) a convite do amigo, Dr. Eduardo Almeida Jr. para participar da banca de Doutorado da pesquisadora Dinnie Michelle Lacerda, do Programa de Biodiversidade e Biotecnologia da Rede Bionorte.

Michelle Lacerda apresentou dados inéditos sobre o estudo da fenologia de plantas do Cerrado Maranhense. A fenologia estuda os fenômenos de floração, frutificação, queda das folhas e aparecimento e expansão de novas folhas. A pesquisadora acompanhou por dois anos mais de 1400 árvores em duas importantes áreas dos Cerrados do Maranhão: o Parque Estadual do Mirador, situado no município de Mirador, com mais de 435 mil hectares e os cerrados litorâneos situados na cidade de Barreirinhas, no litoral maranhense.

O desafio de acompanhar o comportamento destas mais de 1400 árvores rendeu dados interessantes. A pesquisadora pode relacionar discrepâncias entre as plantas estudadas nas duas áreas com pequenas diferenças na duração do dia (fotoperíodo) e variações de temperatura para as duas regiões. A descoberta ganha importância por ser o primeiro trabalho desta envergadura realizado não somente no Maranhão, mas na região conhecida como MATOPIBA (região de Cerrados dos estados do Maranhão. Tocantins, Piauí e Bahia) que está sujeita a concentrar grandes áreas desmatadas por ser considerado um dos últimos cerrados preservados do Brasil.

A pesquisa, que já foi parcialmente publicada em periódico científico da área de ecologia, foi aprovada pela banca examinadora.

Michelle Lacerda foi mais uma pesquisadora formada pelo Dr. Eduardo Almeida Jr. que desde que se radicou no Maranhão tem dado grande contribuição ao conhecimento da Flora Maranhense, atuando inclusive como fundador do Herbário do Maranhão. Herbários são instalações científicas onde ficam resguardados exemplares de plantas para estudos botânicos. Trata-se de uma estrutura importantíssima para pesquisa botânica.

Colaborar com atividades de avaliação me ajudam, como pesquisador, a conhecer um pouco mais sobre o desenvolvimento da ciência em que milito mais diretamente.

Até o próximo post!