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Baterias ainda são a grande limitação da expansão de carros elétricos

A tecnologia automobilística tem permitido a criação de alternativas ao uso de carros que consomem combustíveis fósseis para funcionar. Já existe, inclusive, um prazo para que estes veículos deixem de ser produzidos em países como a França e a Inglaterra que limitaram, até 2040, a indústria de produzir veículos movidos a diesel ou a gasolina. Na verdade, a substituição de veículos automotores que lidam com combustíveis que poluem o meio ambiente é uma tendência mundial.

As alternativas de busca de fonte energética para mover veículos se volta para combustíveis alternativos como, por exemplo, a eletricidade. A indústria já comercializa veículos automotores híbridos que reúnem a possibilidade de queimar gasolina ou usar energia elétrica como força motriz.

O grande problema dos carros elétricos ainda é a limitação de como acumular esta energia: as baterias. Na década de 1990, quando os primeiros carros elétricos começaram a ser testados com possibilidade de viabilizar seu uso mais intensivo, as baterias eram de Níquel-Cádmio. Pesadas, caras e com baixa capacidade de armazenamento energético, gradativamente passaram a ser substituídas por baterias de Lítio e mais recentemente por Lítio-íon. Estas baterias são, na atualidade, o que existe de mais eficaz, já permitindo uma autonomia de até 250 km até necessitar uma nova carga de energia para que o veículo possa seguir viagem. Para os especialistas no setor, o ideal seria que se pudesse dobrar esta capacidade, o que corresponderia aos veículos a gasolina, cujos tanques conseguem reservar combustível suficiente para viagens de 500 km ou mais.

Os carros elétricos carregam ainda uma outra desvantagem que precisa ser vencida às custas da tecnologia: a densidade energética. Enquanto um litro de etanol detém 6.260 watts-hora (Wh) de densidade energética e um litro de gasolina, 8.890 Wh, o correspondente a “um litro” de bateria elétrica de lítio-íon só consegue render 690 Wh, quase 10 vezes menos do que um litro de álcool e cerca de 13 vezes menos do que um litro de gasolina. Com uma diferença tão grande, os usuários de carros híbridos vão, quase sempre, preferir utilizar a gasolina ou o etanol do que a eletricidade.

A pesquisa precisa avançar para que o uso de combustíveis ecologicamente corretos não precise depender apenas da consciência dos usuários, especialmente aqui no Brasil que, apesar de contar com a opção do etanol que é menos poluente, na maioria dos estados onde o álcool apresenta-se proporcionalmente mais caro do que a gasolina (por uma questão de custo-benefício), a grande maioria dos motoristas não se preocupa muito com questões relacionadas à poluição. Infelizmente.