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A Ciência no Brasil em 2018: as velhas da política de C, T & I e a esperança na juventude

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A imprensa nacional já anunciou, as redes sociais já explodiram com a queixa de um bom número de pesquisadores: 2018 terá uma redução drástica de 25% em relação a 2017 de recursos para Ciência e Tecnologia no Brasil. A redução afetará recursos para financiamento de projetos novos, para manutenção de projetos antigos e, principalmente para bolsas de mestrados, doutorados e programas de pós-doutorado. O Brasil, que já ocupa uma das últimas posições em investimento em Ciência e Tecnologia, menor que 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto) dos quais metade são investidos pela iniciativa privada, reduzirá ainda mais seus investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação, na participação de investimento público.

O que esperar de 2018? A falta de recursos aponta para um ano mais sombrio do que 2017, mas e a esperança de dias melhores, que sempre desejamos a todos neste período de fim de ano?

A esperança está nos nossos jovens. A esperança está espalhada por aí nas escolas, nas cidades pequenas, nos bairros afastados. Por que estou falando isso? Confira você mesmo(a) na galeria de fotos que ilustram este post...

São imagens da Feira Estadual de Ciência e Tecnologia do Piauí, a PIAUITEC’2017, realizada no Parque da Cidadania em Teresina. Reuniu em dois dias de outubro cerca de 20 mil pessoas. Trouxe jovens de escolas públicas da rede estadual de várias cidades do Piauí, de Corrente a Parnaíba. Garotas e garotos que venceram etapas regionais do Circuito da Ciência organizado pela Secretaria Estadual de Educação. Nas imagens é possível ver a alegria de jovens estudantes apresentando suas experiências desenvolvidas em pequenas escolas de lugares improváveis.

São exemplos como o do pequeno Daylon e sua lixeira inteligente (imagem de capa do álbum) de uma escola de Valença do Piauí. Me disse que teve a ideia porque estava estudando sobre micróbios e viu a enfermeira que tratava um curativo dele tocando na lixeira, no Hospital da cidade. Imaginou o quanto ela estava contaminando seus pacientes. Construiu sua lixeira com peças de sucata e dinheiro da família e das suas professoras. Investiu 200 reais no protótipo e chamou a atenção de todos que passavam para ouvir suas explicações. Exemplos como o da jovem Nazaré, estudante de Farmácia, mas que já correu o mundo com seu trabalho sobre Prevenção de Hanseníase feito em Campo Maior sob orientação da incansável Profª Silvana Orsano. Para participar das feiras cansou de vender doces e água mineral na sua cidade. Conseguiu sensibilizar políticos e em 2015 foi premiada em Bruxelas, Bélgica, como um dos melhores trabalhos feitos na sua faixa de escolaridade da época.

Aposto que em 2018 teremos um ano melhor. Não porque o Brasil vai rever seu orçamento para aplicar em Ciência e Tecnologia. Acredito, na verdade, é que outros Daylons e Nazarés vão surgir para mostrar ao mundo que ainda há esperança, que o Brasil tem jeito sim e que o Piauí será por muito tempo um celeiro de talentos.

O Ciência Viva estará aqui para continuar mostrando o que está sendo produzido nos laboratórios e universidades mundo afora, fazendo deste um espaço para divulgação e difusão do conhecimento científico.

Feliz 2018!!!