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Bebês de seis meses apresentam maior capacidade de observação da linguagem visual

Trabalho apresentado no Congresso da Sociedade Americana para o Progresso da Ciência em Austin (Texas), na semana que passou, traz o relato de um estudo feito pelo psicólogo Rain Bosworth da Universidade da Califórnia.

O pesquisador analisou os movimentos do globo ocular e as reações subsequentes de bebês de seis meses e de um ano de idade submetidos a observarem vídeos com pessoas executando movimentos específicos como assinar ou mexer no cabelo. Os pesquisadores notaram que os bebês mais jovens (com seis meses) paravam para observar muito mais do que os bebês mais velhos (com 1 ano).

Segundo Bosworth os bebês funcionam como verdadeiras esponjas de aprendizado, mas a medida em que vão envelhecendo há uma espécie de frustração. É como se o cérebro fechasse uma janela para este aprendizado idiomático, baseado não somente na linguagem falada, mas também nas expressões visuais. Os cientistas analisaram também as relações frente a vídeos nos quais uma pessoa escrevia letras e signos de diferentes idiomas. Os bebês mais jovens permaneciam 20% mais atentos que os bebês mais velhos.

Os pesquisadores concluíram ainda que os bebês surdos, filhos de pais normais, que representam 95% dos casos de crianças surdas ao nascer, correm risco de atraso no desenvolvimento mental, por não estarem expostos aos sons da linguagem.