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Síndrome de Down: vamos derrubar o preconceito

Esta semana que passou comemorou, dia 21 de março, o Dia Internacional da Síndrome de Down. Duas coisas foram muito marcantes: primeiro uma professora do Rio Grande do Norte que deu uma resposta a uma juíza que utilizou as redes sociais para criticar a notícia de que o Brasil foi o primeiro país do mundo a admitir uma profissional da educação com esta Síndrome.

O outro fato marcante foi o videoclipe gravado por mães inglesas e seus filhos com Down. Cantando e gesticulando na linguagem Makaton (um programa de comunicação reconhecido internacionalmente por combinar fala, gestos, símbolos e imagens) a canção A Thousand Years (Mil anos) de Christina Perri, 50 mães gravaram o clipe, cuja a edição com a junção destes viralizou na internet atingindo milhões de visualizações. Assista o vídeo e se emocione:

 

O que tem de polêmico?

No caso do videoclipe a polêmica gira em torno de uma campanha que os ingleses fazem para que as mulheres que sabem que estão grávidas de crianças com Síndrome de Down não abortem. O vídeo aborda exatamente o lado humano na paternidade de crianças com esta Síndrome. De acordo com as leis do Reino Unido, mães que descobrem que estão grávidas de bebês com Down tem o direito ao aborto. Cerca de 90% das mães optam pelo aborto.

No Brasil, a professora Débora Seabra escreveu uma carta contando o que desenvolve como professora auxiliar em classes de crianças em Natal. Nas poucas linhas publicadas afirmou que uma de suas missões é exatamente o de acabar com o preconceito.

 

O que é a síndrome de Down?

Síndrome de Down ou Trissomia do Par 21 é um defeito genético, no qual a criança nasce com 47 cromossomos em suas células, ao invés de 46. Isso ocorre porque o par cromossômico 21 vem com 3 cromossomos (daí o termo Trissomia). O erro ocorre, em geral, associado a uma falha na divisão celular que gera o óvulo (95% dos casos). Estas falhas são mais frequentes em mulheres mais velhas. Por isso, na Inglaterra, as mães com mais de 38 anos são submetidas a testes para verificação se o bebê tem ou não a Síndrome. Já o aborto é uma opção. No Brasil os abortos só são autorizados em caso de estupros ou em gestações que podem trazer risco à vida da mãe.

Já está provado que crianças especiais com esta Síndrome, quando criadas em ambiente de acolhimento, carinho, atenção e o uso correto de estratégias educativas, podem ter compensados os déficits decorrentes desta característica genética.

Em tempo: a escolha de 21 de março como Dia da Síndrome de Down tem uma função também pedagógica – a alusão à trissomia (mês 03 – Março) e ao cromossomo 21 (dia 21).