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A Matemática e um paradoxo chamado Brasil.

O Brasil tem entrado definitivamente para a elite da Matemática internacional.

Depois que o matemático brasileiro Arthur Ávila recebeu a Medalha Fields, considerado o Prêmio Nobel da Matemática (a Matemática não é uma das áreas contempladas pelo Prêmio Nobel), em Seul, Coreia do Sul, em 2014, boa parte da Comunidade Acadêmica mundial, na área de Matemática, volta os olhos novamente para o Brasil.

Ocorrerá entre 01 e 09 de agosto de 2018 o 28º Congresso Internacional de Matemática, o ICM2018. O evento terá como organizador geral o matemático brasileiro Marcelo Viana, diretor geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), considerado um dos maiores centros de pesquisa e formação de matemáticos do Mundo.

A matemática brasileira feita nas universidades e centros de pesquisa como o Impa chega prestigiada ao ICM 2018. A União Matemática Internacional (IMU) acaba de elevar o Brasil ao grupo dos 11 países que formam a elite da pesquisa em matemática no mundo, como os Estados Unidos e a França, as duas maiores potências da área. O pedido de ingresso fora feito em 2017 pelo Impa e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

Na contramão deste sucesso nos níveis acadêmicos, o ensino básico de matemática rasteja entre as últimas posições avaliadas pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), avaliação executada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No último conjunto de resultados publicados, ano de 2015, o Brasil azedou a 66ª posição entre os 70 países avaliados no que se refere ao conhecimento Matemático de seus estudantes com 15 anos de idade.

Trata-se de um grande paradoxo: enquanto nossos pesquisadores estão entre os melhores do mundo, nossos jovens estudantes estão entre os piores. É preciso trabalhar para que o primeiro grupo ajude a fortalecer o segundo. Estes resultados servem para ilustrar que há um sério problema de gestão fazendo com que a grande maioria não consiga o mínimo necessário para não está entre os melhores.

Uma boa reflexão!

Até o próximo post...