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Discriminação contra mulheres pesquisadoras

A Universidade Médica de Tóquio (TMU), uma das mais importantes instituições na formação de pesquisadores da área médica do Japão admitiu na semana que passou manipulou os dados do seu processo de seleção para aprovar mais homens do que mulheres nos seus quadros de candidatos a pesquisadores.

A admissão de culpa foi explicada pelo fato das mulheres, ao ficarem grávidas, muitas vezes, desistem de suas carreiras para se dedicar ao cuidado com os filhos. A confissão fortalece as suspeitas de que isso não é uma prática isolada nas instituições de pesquisa japonesas.

Na seleção realizada este ano participaram do certame 1596 homens e 1018 mulheres, ou seja, cerca de 61% de candidatos do sexo masculino e 39% de candidatas do sexo feminino. Foram aprovados 141 homens (mais de 82%) e apenas 30 mulheres (menos de 18%). A desproporção levantou suspeitas para outras instituições por se observar resultados similares.

É muito triste saber que esta discriminação que é esdrúxula em qualquer lugar, também se repete em nações desenvolvidas como é o caso do Japão.

(Com informações da Revista Science)