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Ciência foi o fundamento para universalização da Saúde

Antes da Constituição Federal de 1988 não existia o Sistema Único de Saúde (SUS). Só tinha direito a Sistema de Saúde os trabalhadores com carteira assinada. Lembro bem que existia uma carteirinha de saúde usada para acessar os postos de saúde, vinculada a seguridade social.

O Artigo 196 da CF é o que reza sobre o processo de universalização da saúde, independente do cidadão está ou não no mercado de trabalho. Mas incluir esta premissa de direito para todos não foi uma missão fácil. De acordo com a Dra. Marta Arretche, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), esta tarefa partiu de discussões amplas, especialmente dos pesquisadores e demais membro que faziam parte do Movimento da Reforma Sanitária Brasileira (MRSB).

Este movimento foi iniciado na década de 1970 pelo Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (CEBES) e pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), tendo como um dos mais ativos e diligentes líderes o médico sanitarista Sérgio Arouca (foto)

Sérgio Arouca, além de médico sanitarista, foi político que atuou nos bastidores para que a implementação do processo de saúde universalizada saísse do ideal e chegasse a todos os brasileiros. O diferencial do SUS, de acordo com Marta Arretche, é o fato dele não competir com o setor privado de saúde. Pelo contrário. O SUS é contratante dos serviços, o que termina beneficiando a todos.

É óbvio que o Sistema ainda tem muitos problemas e não consegue alcançar a todos os que precisam de atenção à saúde. Mas a bem da verdade, talvez por ter sido pensado dentro das premissas do método científico, consegue ter um espectro amplo, ainda que distante do desejável.

Bom domingo e até o próximo post...