Cidadeverde.com

Stonehenge: registro da pré-história europeia

Quando o Windows XP chegou ao mercado mundial em 2001 trouxe mais do que as vantagens de software que, a exemplo de outros produtos da Microsoft revolucionavam o mundo da computação. Um papel de parede do Windows XP ajudava a popularizar a imagem de um monumento bastante curioso: o Stonehenge.

Em idiomas saxões o termo Stonehenge significa “pedra suspensa”, numa alusão ao arranjo formado por ciclos concêntricos de pedras, situadas no sul da principal ilha que forma a Grã-Bretanha, onde fica o Reino Unido. As pedras apresentam um arranjo que não deixa qualquer dúvida que representa um monumento, muito provavelmente de cunho religioso, com uma opinião quase consensual que de que era um local para realização de rituais e estudos astronômicos.

A novidade agora é que a cientista Bettina Paulsson da Universidade de Gotemburgo na Suécia concluiu que existem outras “Stonehenges” no continente europeu e que, muito provavelmente se constituem em uma verdadeira cadeia de monumentos pré-históricos que podem ter sido construídos pelos mesmos povos que habitavam a região e que, por serem caçadores-coletores eram nômades e, por onde passavam disseminavam a construção destes monumentos.

A pesquisadora, que publicou seu estudo na revista Proceedings of National Academy of Sciences, defende que as primeiras construções desta natureza foram feitas na região da Bretanha, noroeste da França, mas que apresentam registros por vários países do continente europeu como em Portugal, onde iniciou suas primeiras pesquisas sobre o assunto, passando por áreas da França e da Itália.

Megálitos de Carnac na região da Bretanha (França). Registro da pesquisadora Bettina Paulsson

Os Stonehenges reúnem pedaços enormes de rochas chamados de Megálitos, que podem apresentar até 5 metros de altura. Muitas das rochas, por vezes, não são comuns nas regiões dos monumentos, o que leva pesquisadores a imaginar que foram levadas de locais muito distantes e que, por alguma razão, foram usadas para edificar estes monumentos misteriosos.

Em alguma das regiões, são encontradas pinturas rupestres com indicativos de animais como baleias cachalotes, demonstrando que os habitantes daquelas regiões eram exímios aventureiros e andavam também por regiões litorâneas. A propósito, nas pinturas rupestres da nossa Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI) também ocorrem registros de animais que não pertencem a fauna da região: há registro de baleias e golfinhos e até de caranguejos.

Ainda existem muitas lições a serem aprendidas com os homens e mulheres que viveram na pré-história. Pelo menos é o que dizem os registros deixados em pedras.

Boa semana!!!