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Alerta: Médico esclarece riscos da exposição ao sol

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Mil a cada cem mil brasileiros já contraíram câncer de pele, segundo pesquisas deste ano. As regiões equatorianas são as que mais preocupam as autoridades da área. Para explicar os riscos da exposição ao sol, o Notícia da Manhã desta terça-feira (29), entrevistou o dermatologista Régio Girão.

Fotos: Péricles Mendel

"Dependendo do tempo em que você se expõe ao sol, você já é um candidato a contrair câncer de pele, especialmente a pessoa branca, que não tem melanina e o raio solar entra com maior força e gera maior dano", alertou o especialista.

Régio acrescentou que a exposição ao sol causa manchas escurecidas, fotoenvelhecimento, como rugas em volta da boca e dos olhos, perda da elasticidade da pele e câncer de pele. 


"O câncer de pele mata, mas o que mais mata é o melanoma, que é raro. Os mais comuns são os carcinomas, que são 95% curáveis com cirurgia. Estes são carocinhos que se ferem com facilidade, sangram um pouco, criam casquinha, mas com muita facilidade voltam a sangrar. São mais comuns no braço, rosto, colo e pescoço e são da cor da pele ou cor de rosa", esclareceu.

Bloqueador ou protetor?

O médico explicou que há diferenças entre protetor e bloqueador solar. "O protetor diminui a absorção do sol e tem fator até 30. Já o bloqueador tem fator acima de 30 e protegem a pele em mais de 90% da incidência solar".


Ele detalhou que o bloqueador fator 30 gera 94% de proteção e o fator 60 gera 96%. "Parece pouco, mas é muito importante para quem tem lupus e histórico de câncer de pele na família".

Régio também desmistificou a ideia de que negros não precisam de proteção contra o sol. "Precisam sim. Nosso sol é muito quente. Mas não há necessidade de bloqueadores, apenas protetores", finalizou.

Jordana Cury
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