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Heráclito confirma PSB para o Senado e nega traição ao PT

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Em entrevista no Jornal do Piauí desta quarta-feira (8), o ex-senador Heráclito Fortes, agora no PSB, negou que tenha ocorrido traição do governador Wilson Martins (PSB) para o PT, que saiu da base governista. O político ainda confirmou que sua sigla vai indicar o candidato a senador na chapa que deve ser encabeçada pelo PMDB. 

Fotos: Raoni Barbosa/Revista Cidade Verde

Heráclito Fortes disse que as negociações políticas do governo só começaram depois do PT forçar a candidatura do senador Wellington Dias a governador ainda no ano passado. "O que se quis fazer foi isolar o Wilson Martins com a caneta na mão. (...) Quando você formula uma chapa na qual o governador está alijado, o que você quer com isso", declarou. "Para toda ação, existe uma reação".

Para o ex-senador, não existiu uma "tratorada" de Wilson Martins, como Wellington Dias definiu o anúncio da saída do PT do governo. "Eu não sei o que se chama tratorada. Eu diria canetada, uma canetada legítima. (...) Qual é o discurso que resta oa PT neste momento: dizer que há traição, o que não há; e dizer que o governador vai sair em abril e vai trair o que ficar".


"O PT está tentando colocar para a opinião pública que houve uma traição. Não é verdade. Aliás, o Vinícius de Moraes diz muito bem: o amor é infinito enquanto dure. Havia uma aliança entre PT e PSB. Agora não. O Wellington precisa seguir a candidatura presidencial da Dilma (Rousseff) e o Wilson a de Eduardo Campos. Não havia espaço para os dois no mesmo palanque", acrescentou o ex-senador. "Não há traição, há saturamento de convivência".

Fortes informou que o PMDB foi pressionado no âmbito nacional pelo PT para que resolvesse a situação no Piauí, uma vez que as siglas estão tomando rumos diferentes no Estado. "O PT não estava preparado para ser governo e está menos preparado ainda para deixar de ser governo", disse, presenteando o apresentador Amadeu Campos com o livro "Assassinato de Reputações", de Romeu Tuma Júnior. 


Sobrevivência
Heráclito Fortes justificou a união dos três partidos para as eleições de 2014. "Essa chapa tem uma coisa fantástica e ela tem uma coisa inovadora na política do Piauí. Sobrevivência. (...) O PMDB se sentiu usado e revolseu reagir. Sentados numa mesma mesa, PSB, PSDB e PMDB tiraram uma conclusão: o que é o mais lógico no  momento? Marcelo Castro candidato ao governo, Sílvio Mendes candidato a vice e o PSB com o direito de indicar o candidato a senador". 

De acordo com o ex-senador, a vaga do PSB na chapa para o Senado não implica que o governador Wilson Martins seja o candidato. Apesar de descartar o próprio nome, Heráclito Fortes indica que Átila Lira e Wilson Brandão podem ser destacados pela sigla para disputar o pleito. "Seria uma descortesia dos dois (PSDB e PMDB) meter a faca nos peitos do governador agora e dizer: decida. Deixaram o governador à vontade. Seria desrespeitoso. Eles tiveram a elegância de deixar para o governador a decisão. Claro que, se o governador quiser, é ele".


O ex-senador ainda informou que há possibilidade real do vice-governador Moraes Souza Filho (PMDB) não tentar a reeleição se assumir o governo. "O que eu soube hoje é que o próprio Zé Filho fez algumas ponderações, tomou a iniciativa, o que merece elogios, e disse que estava aberto para ficar ou não, e apoiar um candidato dentro do partido que nao fosse ele". 

Fábio Lima
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