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Rapaz morto em loja de celulares tinha feito assalto em pet shop, diz polícia

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Atualizada às 13h

A Polícia Civil divulgou nesta terça-feira (19), o relatório final do inquérito que apura o caso sobre a morte de Acherles Rafael Ramos de Castro, 24 anos, morto em 28 de julho deste ano em uma loja de celulares na avenida presidente Kennedy, zona leste de Teresina. 

 

 

Segundo o delegado Higgo Martins, da Delegacia de Homicídios, Acherles teria participado de crimes, ao contrário do que dizia a família. “Após a divulgação da foto de Acherlesl, várias pessoas disseram que ele tinha participado de roubos em Teresina. As informações foram checadas e uma delas se confirmou. Em março, ele se passou por cliente de uma Pet Shop e anunciou o roubo, rendendo a veterinária e funcionários. Ele levou telefones, objetos da loja e dinheiro. O celular da veterinária foi encontrado com a companheira dele”, adianta o delegado.

Martins diz ainda que a morte de Acherles foi uma ação legítima do policial que trabalhava como segurança no estabelecimento. Imagens da perícia mostram que Archeles teria anunciado o assalto, causando a reação de início da luta corporal. 

"O suspeito chegou na loja e pediu para ver uma capa de celular, quando a atendente motrou a capa, ele anunciou o assalto e sacou o revólver calibre 38. Em seguida percebeu que havia um policial militar no ambiente que ameaçava sacar a arma. Nesse momento, Archelles disparou contra o PM, sem ter tempo de sacar, o policial começou uma luta corporal com o suspeito para tentar tirar o revólver dele. Nesse momento, um vidro da loja caiu sobre o Archeles e feriu o policial que final conseguiu tomar a arma e mandou que ele não se movesse. Entretanto, Archelles viu que a pistola do policial estava caída próximo ao sofá e tentou pegá-la. Nessa hora, o policial deu um tiro que acertou de raspão no ombro. Ele continuou e tentou pegar a pistola, foi aí que o policial atirou duas vezes nas costas do suspeito que morreu no local", narra o delegado. 

O inquérito não indicia o policial miliar, por entender que ele agiu para impedir o assalto e em defesa pessoal e dos demais que estavam no estabelecimento. 

Higgo Martins afirma que a cena do crime não foi alterada. "O sistema de câmeras realmente não estava funcionando. O que aconteceu de diferente foi o policial ter saído do local e deixado a arma do suspeito ao lado do corpo. Isso não foi feito para alterar a cena, mas para provar sua inocência", declarou. 

Segundo a polícia, Acherles estava com uma bermuda por baixo da calça jeans, o que indicaria que ele iria mudar de roupa, indício que comprovaria sua intenção de praticar crimes. 

 

Flash de Jordana Cury
Carlos Lustosa Filho
redacao@cidadeverde.com

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