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Paciente com suspeita de febre do Nilo recebe alta e está paralítico

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O paciente internado no Piauí com suspeita de ser portador do vírus da febre do Nilo recebeu alta nesta segunda-feira (29) e está paralítico. O paciente deixou o hospital de Doenças Tropicais Natan Portela, em Teresina onde estava internado e ainda não se sabe se o quadro de paralisia é reversível. De acordo com a diretora da Unidade de Vigilância e Atenção à Saúde (UVAS) Telma Evangelista, o paciente já havia dado entrada no hospital neste estado de paralisia.

"Não temos confirmação até agora se realmente ele foi infectado com a febre, mas ele teve que voltar para cá por conta dos exames que precisávamos fazer. Ele já apresentava o estado de paralisia e agora segue o tratamento com fisioterapia assim como fazia no hospital. Enviamos uma equipe até o município para novas coletas nos animais, mas não foi encontrado nada que confirme a existência do vírus na região", informou a diretora.

O paciente é vaqueiro, tem 52 anos e vive no município de Aroeiras do Itaim. A febre pode ser transmitida por aves silvestres e mosquitos e esporadicamente podem afetar outros hospedeiros, como aves, humanos, cavalos e outros mamíferos.

A enfermeira do Programa de Saúde da Família da cidade, Ilma Barroso, explicou ao CidadeVerde.com que foram coletadas amostras de sangue de oito galinhas e seis cavalos, animais que podem ser hospedeiros do vírus que provoca a enfermidade.

“Recentemente morreram oito galinhas de forma desconhecida e um cavalo também faleceu em junho. À noite também foram capturados mosquitos que podem transmitir a doença”, descreve. 

O Ministério da Saúde enviou uma equipe ao município de Aroeiras do Itaim para investigar a suspeita de um caso da febre do Nilo Ocidental. A Secretaria Estadual de Saúde divulgou uma nota sobre o caso onde afirma que foi realizado um estudo de campo na região para investigar se há em familiares ou vizinhos, sinais e sintomas semelhantes ao do paciente. "Tal estudo contou com apoio técnico do Ministério da Saúde e até o presente seus resultados não indicam presença ou possibilidade de surto de doença entre seres humanos ou animais", diz um trecho da nota.

Rayldo Pereira
rayldopereira@cidadeverde.com

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