Cidadeverde.com
Cidades

Suspeito de chacina comprou faca para castrar vizinho e tinha submetralhadora

Imprimir
  • IMG_5629.jpg Raoni Barbosa
  • IMG_5682.jpg Raoni Barbosa
  • IMG_5670.jpg Raoni Barbosa
  • IMG_5663.jpg Raoni Barbosa
  • IMG_5653.jpg Raoni Barbosa
  • IMG_5642.jpg Raoni Barbosa
  • IMG_5638.jpg Raoni Barbosa

Clewilson Vieira Matias, preso ontem (6) uma semana após ter cometido a chacina do povoado Palmeira de Cima, em São Miguel do Tapuio (PI), pretendia fazer mais vítimas do que as cinco mortas no dia 31 de outubro. Um dos que escaparam de "Chiê" seria um vizinho, para o qual o acusado já havia comprado uma faca com o objetivo de castrá-lo. 

O tenente Izenilson Cardoso, da Polícia Militar de São Miguel do Tapuio, confirmou no Notícia da Manhã desta sexta-feira (7) que "Chiê" pretendia fazer mais vítimas. "Ele comprou uma faca exclusivamente para se vingar. Ele não tinha intenção de matar o vizinho, apenas castrá-lo", informou o tenente. A vítima escapou porque não foi encontrada em casa no momento da chacina. 

Após a prisão de Clewilson Matias, a polícia também confirmou a falha em uma das armas do suspeito, o que pode ter salvado a vida de outras pessoas. "Realmente houve uma falha na arma dele. Seriam em torno de oito a 10 pessoas que ele iria dar fim naquela localidade", acrescentou tennte Izenilson. 

O armamento encontrado com o atirador comprova que ele estava preparado para fazer várias vítimas. Na casa onde Clewilson Matias foi encontrado em São Miguel do Tapuio havia uma pistola ponto 40. Porém, o suspeito levou a polícia até o local onde estavam escondidas 115 munições, uma espingarda calibre 12 e uma submetralhadora 9 milímetros, com capacidade para disparar 10 tiros por segundo e atingir alvos em até 25 metros de distância com precisão.

Surto?
Na visão do tenente Izenilson Cardoso, Chiê tentou passar durante a prisão a imagem de um psicopata ou de alguém que tivesse surtado, mas os fatos não levariam a esse rumo.

"Pela dinâmica da ocorrência, ele não fez algo que se caracterizasse como surto. Ele pretendia matar aqueles que na cabeça dele o prejudicavam", afirmou o policial. 

Sobre a suspeita de que Chiê estaria sob efeito de entorpecentes, o próprio revelou para a polícia que havia tomado doses de conhaque. O suspeito foi visto inclusive na manhã do crime jogando baralho com Cláudio Barros de Oliveira, que mais tarde viria a ser morto pelo compadre no lugar do irmão Claudionor, seu verdadeiro alvo.

 

Fábio Lima
[email protected]

Imprimir