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"Algumas poderiam ser evitadas", diz CRM sobre mortes no HUT

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Um levantamento da Sociedade de Terapia Intensiva do Piauí (Sotapi) apontou que no posto 1 do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), que tem capacidade para 16 pacientes, 193 pacientes vieram a óbito em um mês. Em entrevista ao Jornal do Piauí desta quarta-feira (13), o presidente do Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) afirmou que algumas das mortes poderiam ser evitadas com investimentos materiais e em recursos humanos.

De acordo com o diretor geral do hospital, Gilberto Albuquerque, o posto 1 é o setor do HUT com pacientes mais graves e o número de óbitos é acompanhado pelo Ministério da Saúde e por uma comissão da própria unidade de saúde, sendo igual a média registrada nos 40 maiores hospital do país.

Para o CRM-PI, mesmo com o número de mortes estando na média de outros hospitais do país, o HUT está passando por uma situação preocupante. "É uma situação caótica, as mortes poderiam ser evitadas se houvesse uma estrutura melhor para isso. Investimentos materiais e em recursos humanos poderiam diminuir esse número. Isso não pode ser considerado uma situação normal porque não é normal", informou o presidente do conselho, Dr. Emanoel Fontes.

O presidente do CRM-PI informou ainda que a situação nos demais hospitais do estado repercute na capital. "Em Picos tem apenas uma ambulância de suporte avançado, o Pronto Socorro de lá está um verdadeiro caos. A situação é tão grave quanto em Teresina, é calamitosa e as autoridades têm que tomar uma atitude", ressaltou.

Lucas Marreiros (Especial para o Cidadeverde.com)
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