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Vice-presidente do PSC nacional está no PI para resolver dissidências internas

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Em Teresina, o vice-presidente da executiva nacional do PSC, Marconi Gadelha, disse que veio ao Piauí, dentre outros objetivos, para examinar a situação do partido no Piauí e tentar intermediar divergências, como o conflito interno aparente entre o presidente do partido na capital, Francisco Juriti, e o secretário-geral do partido, Gustavo Henrique. Também veio ao Estado para projetar o crscimento da sigla por todo o Brasil.

“Nós não podemos esconder que existem divergências no partido, nós não vamos jogar isso para debaixo do tapete. Mas entendemos também que divergências são contingências naturais da vida democrática. Nos não queremos um partido homogêneo, pasteurizado, queremos um partido  que haja multiplicidade de opiniões, o descenso. Agora estamos tentando a conciliação”.

Há cerca de três meses, o presidente Juriti fez declarações considerando Gustavo Henrique “persona non grata” no partido, possivelmente insatisfeito com a atuação do secretário-geral como ex-candidato a senador em 2014, dizendo que ele não podia falar em nome do partido. Gustavo retrucou e o desentendimento tomou proporções maiores.

 

O ex-senador garantiu que a sigla está buscando uma conciliação, percebendo que há um terreno comum, onde todos podem pisar, que é a busca de crescimento e fortalecimento do partido. Ele acredita que todo mundo pode se unir em torno dessa ideia e que com o tempo o PSC conseguirá minimizar a situação, se chegando a um bom termo de convivência entre as diversas correntes..   

“Vamos insistir na conversa. Como essa discussão não envolve temas programáticos, a gente acha que há possibilidade de se encontrar uma decisão conciliatória. Se não conseguirmos, naturalmente, a instância maior, que é a executiva, vai receber o nosso relatório, se debruçar e examinar para ditar uma solução, seja um termo de convivência ou uma atitude mais dura”, esclareceu.

O vice-presidente disse que a executiva está tendo o cuidado de acompanhar a situação do Piauí, tanto que mandou, além dele, o secretário geral do partido, deputado federal Gilberto Nascimento, presidente do diretório da Bahia, senador Eliel Santana.

Eleições 2016
Marconi Gadelha disse que há uma determinação da executiva nacional de se priorizar candidaturas próprias em toda parte, principalmente nas grandes cidades. 

“Estamos lançando candidatos em diversas capitais e grandes municípios. No caso de Teresina, a gente está começando pela chapa de vereadores, que também é fundamental, mas nós não descartamos de termos candidato próprio também. Isso vai depender da evolução do quadro, principalmente do que vai acontecer com outros partidos”, disse em relação ao Piauí. 

Ele acrescentou que se por ventura, o partido entender que deve ter candidatura própria no Piauí, então isso passa a ter força acima de tudo. Se não tiver, as candidaturas serão pautadas pela executiva, pois existe uma resolução do partido, que vale para todas as capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores, de que toda e qualquer coligação tem que passar pelo crivo da nacional.

Quanto a candidatura do ex-senador Mão Santa em Parnaíba, presidente do PSC no Piauí, Gadelha diz que o partido apoia em total, se o partido entender que ela é viável. 

"O PSC apoia com entusiasmo. Mão Santa para nós é uma referência nacional, um ícone da vida pública desse país, uma referência, um home de reputação absolutamente ilibada, de conhecimentos avançados, não só na profissão dele, mas em áreas administrativas. Ele tem sido sempre uma revelação nesse campo e nós vamos para a luta com ele lá em Parnaíba com empolgação”, afirmou.

A expectativa do partido é dobrar o números de políticos eleitos. Hoje, o PSC tem 15 deputados federais e um senador. Na Paraíba, segundo informou Gadelha, são três deputados estaduais.


Lyza Freitas
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