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Avapi repudia declarações da vereadora Teresa Britto sobre vaquejada

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O presidente da Associação dos Vaqueiros Amadores do Piauí (Avapi), Ravid Lages, enviou uma nota de repúdio às declarações feitas pela vereadora Teresa Britto (PV) sobre a vaquejada realizada no último final de semana no Parque de Exposições Dirceu Arcoverde de Teresina.

Durante a semana, a parlamentar divulgou um vídeo de animais sendo transportados, segundo ela de forma irregular e afirmou que um gado estaria com a pata quebrada e um cavalo havia morrido no local. Teresa ainda criticou a prática da vaquejada e afirmou não ter veterinários para cuidar dos animais durante o evento. 

Veja nota de repúdio na íntegra

Segundo o presidente da Avapi, as acusações são “frágeis, infundadas e fantasiosas”. Ele disse ainda que “ela denota de maneira extremamente pejorativa o que na verdade é uma prática esportiva e manifestação cultural previstas em Lei”, descreve na nota.

Sobre os animais que teriam sido maltratados durante a competição, Ravid Lages diz que as novilhas se machucaram no transporte e não chegaram a participar da competição.

“Durante o embarque e transporte da fazenda matriz ao local da competição elas se lesionaram o que foi prontamente constatado pelo veterinário de plantão no parque, onde imediatamente foram separadas da boiada para garantir a integridade física das mesmas. Com efeito, durante a competição e nos dias seguintes elas foram devidamente alimentadas e alojadas em locais frescos e com água, trabalho este feito por uma pessoa contratada pela Avapi. Vale ressaltar, ainda, que por suas características elas não participariam das provas do circuito”, explicou o presidente. 

Sobre o cavalo, ele disse que o veterinário atestou que o animal morreu por infarto e que pode processar a vereadora pelas gravações feitas. “Dizer que a carcaça do cavalo encontrada foi de um animal que morreu por maus tratos e que isso é recorrente, é no mínimo leviano. Afirmar que havia vestígios de sangramento nas narinas, ouvidos e boca de uma ossada de animal é ridículo e é prova irrefutável da imaginação e má-fé desta senhora nos fatos. (...) Inclusive há gravações de falas dela desmerecendo o laudo do profissional, o que repudiamos fortemente, podendo inclusive sofrer as penalidades legais em razão de macular tanto a atuação profissional da Avapi quanto do seu quadro de profissionais, incluindo o veterinário em questão”, ressalta. 

A nota destaca ainda que a associação lamenta profundamente a exposição da imagem, pois fere não somente o dono do animal, como a todos aqueles amantes e profissionais ligados a equinos.

A entidade ressalta também que vaquejada praticada hoje é diferente do início em 1870. Já que há regras para execução do circuito de vaquejada, que são constantemente objeto de estudo e atualização, no sentido de melhorar as condições das provas tanto para pessoas quanto animais. 

“O que podemos observar nessa atitude da vereadora, é uma intolerância aos costumes e cultura nordestina recheada de puro preconceito, o que é inadmissível a uma representante do povo. Hoje vivemos em uma sociedade de aceitação e convivência, com culturas diferentes e que somos flexíveis e mutáveis, acompanhamos a evolução das leis e visões do mundo”, declara. 

E finaliza: “Repudiamos o comportamento da Vereadora e as consequências que isto pode levar. Mas repetimos, estamos à disposição. Por fim, chamamos atenção para as milhares de famílias que sobrevivem diretamente e indiretamente da vaquejada e a incontestável geração de renda que os eventos promovem”.

 


Caroline Oliveira
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