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Bloqueio garante vitória brasileira contra a Itália

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O jogo entre Brasil e Itália deveria ser o mais disputado da primeira fase dos Jogos Olímpicos de Pequim. As brasileiras, porém, não permitiram que fosse assim. Com volume de jogo muito maior do que as européias, o time do técnico Zé Roberto Guimarães venceu por 3 sets a 0, parciais de 25-16, 25-22 e 25-17.



Com isso, o Brasil vai para as quartas-de-final como o único time que ainda não perdeu sets na competição. Foram cinco partidas, cinco 3 a 0. "Eu fico feliz do time estar mantendo a evolução. Já tínhamos tido evolução no Grand Prix e eu sabia que ainda poderíamos evoluir mais", disse o técnico. Agora, as brasileiras enfrentam o perdedor de China ou Japão, que sairá em quarto lugar no grupo.

"Hoje, tivemos alguns momentos bons no jogo, mas só momentos bons não é suficiente para vencer uma equipe como o Brasil", disse o técnico italiano Massimo Barbolini.

Contra a Itália, o bloqueio foi afiadíssimo, com 18 pontos no fundamento ao longo do confronto. A tática ficou clara desde o início: sacar na cubana naturalizada Agüero, melhor atacante italiana, que está enfrentando dificuldades em sua nova posição de ponteira passadora. Com o passe quebrado, as opções de ataque da levantadora Lo Bianco foram reduzidas.

"Hoje, graças a Deus, o bloqueio entrou. Esse é um fundamento em que a gente sempre está correndo atrás", disse a meio-de-rede Fabiana, maior bloqueadora do jogo, com cinco pontos.

Walewska, a outra jogadora da posição, elogiou bastante o saque da equipe. "Com o saque forte como o de hoje, o trabalho no bloqueio fica mais fácil. Tiramos a Fofão do bloqueio, conseguimos bloquear mais, marcar bem o ataque da Itália", explicou.

Após um início equilibrado, o primeiro set virou um passeio do Brasil graças justamente ao bloqueio. Foram 10 pontos no fundamento, quase metade de todos os acertos brasileiros na etapa. Piccinini virou alvo fácil para as brasileiras, parando quatro vezes nas mãos de Paula Pequeno, Mari, Walewska e Fabiana. Aguero, que vem jogando de ponteira, e Gioli, meio-de-rede, também não escaparam.

Depois de chegar ao primeiro tempo técnico com 8-7, as brasileiras alcançaram o segundo intervalo com 16-13. A partir daí, foram quatro pontos consecutivos, com uma bela diagonal curta de Sheilla, uma cravada de fundo de Paula Pequeno, dois bloqueios em cima de Aguero e um ataque para fora da italiana. Bastou às brasileiras administrar o placar para fechar a primeira etapa com 25-16, em bola rápida de Fabiana levantada por Fofão com apenas uma das mãos.

Mais atentas no início do segundo set, as italianas deram novo tom de equilíbrio ao confronto graças à utilização maior das meios-de-rede Gioli e Guiggi. Mas as européias conseguiram manter a igualdade no placar apenas até o primeiro intervalo técnico, porque o bloqueio brasileiro voltou a fazer diferença. Quando não pegava as atacantes italianas, a muralha brasileira as assustava, forçando-as a cometer erros como, por exemplo, as duas bolas na antena atacadas por Aguero e Ortolani (14-8).

O técnico italiano Massimo Barbolini mexeu no time, tirando a oposta Ortolani para a entrada da ponteira Centoni. O objetivo era dar ritmo à atacante para que, no terceiro set, ela invertesse com Aguero, recolocando a cubana em sua posição de origem, a saída.

A substituição deu novo fôlego ao time italiano, que conseguiu reduzir a vantagem brasileira a apenas dois pontos (18-16). Apesar de voltar a abrir, as brasileiras logo permitiram nova reação italiana (22-21), obrigando o técnico José Roberto Guimarães a pedir tempo. De volta à quadra, o bloqueio garantiu a retomada brasileira, com dois pontos consecutivos neste fundamento. A Itália salvou o primeiro set point, mas o Brasil fechou da mesma maneira como na primeira parcial, em bola rápida com Fabiana: 25-22.

As italianas voltaram para o terceiro set com a alteração de posicionamento já esperada: Aguero na saída e Centoni na entrada. Além disso, a equipe passou a forçar mais o saque, dificultando a defesa brasileira, e melhorou seus contra-ataques.

A mudança de comportamento do time italiano deu maior equilíbrio ao jogo. O Brasil só conseguiu abrir dois pontos de vantagem no 12-10, em um erro de ataque de Aguero. A partir daí, a diferença apenas cresceu, chegando a 10 pontos. Com ataque rápido de Sheilla, o Brasil fechou com 25-17, garantindo a vitória em 1h30.
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