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Bancários ameaçam greve a partir de outubro

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Integrantes do Sindicato dos Bancários do Piauí estão reunidos em frente ao banco Santander Banespa no centro de Teresina, dando início a um movimento pela melhoria do piso salarial da categoria e a contratação de mais funcionários. Os militantes reivindicam um aumento de mais de 100% e caso não forem atendidos, prometem iniciar uma greve a partir de outubro.
 
Atualmente o salário básico da categoria é R$ 926, mas os bancários reivindicam que o piso suba para R$ 2.074, baseado no piso do Dieese. Segundo o diretor de comunicação do sindicato, João Sales, outra pauta importante é a contratação de mais funcionários para atendimento aos clientes a fim de diminuir a pressão e melhorar as condições de trabalho. ?A classe bancária é a que mais adoece por conta do excesso da jornada de trabalho?, afirma Sales.
 
As negociações com os donos as instituições financeiras começaram nesta quarta (27) e se estendem em quatro rodadas até o dia 23 de setembro. ?A possibilidade de greve é iminente porque nós vamos mexer com o piso salarial e os banqueiros não querem saber disso. Será uma negociação difícil?, diz o diretor de comunicação. A greve será em meados de outubro.
 
Segundo João Neto, diretor de Políticas Intersindicais, o setor bancário é o que apresenta maior lucro aos empresários proprietários. ?O volume de dinheiro das reivindicações que nós estamos pedindo está dentro dos parâmetros e o banqueiro é que é enrolão e chorão?, acusa.
 
Barulho
A manifestação da categoria acontece na avenida Álvaro Mendes e conta com a presença do artista Jorjão e sua banda. A Companhia Equilíbrio de dança deve representar ?o jogo de cintura que o bancário tem que fazer para viver com o dinheiro que ganha?, como descreve João Neto. Na ocasião também serão comemorados os 25 anos da criação da Central Única dos Trabalhadores e o Dia do Bancário.
 
A data relembra o movimento de greve em São Paulo que aconteceu em 1951 e durou 69. Naquela época os manifestantes saíram vitoriosos com a extinção do trabalho aos sábados e redução da jornada para seis horas.
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