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Julgamento de Elize será dia 28 e pode durar 5 dias

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Elize Matsunaga, a mulher que matou e esquartejou o marido, em São Paulo, em 2012, vai a júri popular no dia 28 deste mês. O julgamento pode durar até cinco dias.

Em depoimento à polícia, em 2012, Elize disse que o casamento com o diretor da Yoki, Marcos Matsunaga, começou a ruir depois que ela descobriu a primeira traição. Na véspera do crime, ela descobriu que o marido tinha outra amante e disse que o matou durante uma discussão. Para a acusação, o crime foi premeditado e ela deve ser condenada a pelo menos 25 anos de cadeia.

Dezessete dias após o crime, Elize disse à polícia que possui quatro armas em seu nome. Marcos e Elize se conheceram em 2004 - ele estava casado com outra mulher e ela era garota de programa. Segundo Elize, Marcos tentou matar a primeira esposa, com quem já tinha uma filha, por isso, desde o começo, ela diz ter tido receio de morar com ele.

Marcos era herdeiro e diretor da empresa Yoki, colecionador de vinhos e armas. Foi ele quem ensinou Elize a atirar. Ela já tinha curso técnico de enfermagem e passou a estudar direito em universidade particular. 

De acordo com uma prima de Marcos, Elize levava uma vida de princesa e tinha como bicho de estimação uma jiboia. Entre 2009 e 2010, o casal fez tratamento numa clínica para ter o primeiro filho. Em junho de 2010, Elize diz que descobriu a primeira traição.

"Ele estava com o computador aberto e tinha uma moça chamando ele no Skype. Eles tinham marcado um encontro lá. Essa moça era funcionária", conta. Ela acrescentou à polícia que iria se separar, mas descobriu que estava grávida e o marido pediu perdão e disse que não faria mais aquilo.

A criança nasceu em abril de 2011. Seis meses depois do nascimento da filha, Marcos começou a se afastar. Em fevereiro de 2012, Marcos arrumou uma nova amante. À justiça, essa moça disse que trabalhava numa agência, que conheceu Marcos numa feira de eventos e que tinham encontros frequentes. As brigas entre ele e a esposa aumentaram. 

"Ele era agressivo e grosseiro", conta Elize. O casal começou a fazer terapia em março. Vinte dias antes do crime, o clima parecia de romance. Marcos mandou um e-mail para Elize: 

"Temos que esquecer o que passou, parar de nos magoarmos e recomeçar tudo", dizia no e-mail. Ela respondeu: "Quero desesperadamente parar de brigar. Me sinto tão fraca e incapaz. Quero ter de volta o homem por quem me apaixonei. Te amo muito". 

Mas as brigas continuaram. Em maio, ela contratou um detetive particular, que filmou Marcos com uma amante e mandou para Elize. Ao contar sobre o detetive, Elize conta que os dois começaram a discutir e Marcos deu um tapa no rosto dela. Foi aí que ela atirou no marido e depois esquartejou o corpo. Elize está presa há quatro anos. É considerada uma presa de bom comportamento. Ela está proibida de ver a filha, que hoje tem 5 anos e está com os avós paternos. 

Fonte: Fantástico

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