Cidadeverde.com
Entretenimento

Lais Ribeiro renova com Victoria's Secret e faz ensaio para o verão

Imprimir

‘Mãe, você é famosa ou algo do tipo?’, quis saber outro dia Alexandre, o filho de 8 anos de Lais Ribeiro, após se deparar com uma foto da mãe numa revista. A piauiense, 27, explicou que a história não é bem assim, que ela é apenas uma modelo. Uma modelo maiúscula, esqueceu de avisar, com campanhas de perfume para as grifes Tom Ford e DKNY no currículo, além de um punhado de desfiles para etiquetas como Givenchy, Balmain e Gucci. Ah, é claro, há também aquele contrato pomposo de angel da Victoria’s Secret, assinado em 2015, que a colocou no mesmo patamar das tops Adriana Lima e Alessandra Ambrósio.

— Acabei de renovar meu acordo com a marca por mais dois anos — revela Laís, como se isso fosse uma coisa corriqueira. — A Victoria’s Secret mudou a minha vida socialmente e financeiramente. Deu-me segurança. Não preciso ficar na correria todo mês.

Enquanto é maquiada para este editorial de capa, fotografado no Studio do Cais, na zona portuária, a top não lembra em nada aquele furacão de sensualidade que costuma protagonizar os ensaios mais abusados da marca americana de lingerie. O que não quer dizer que sua beleza tipicamente brasileira não seja desconcertante, mesmo enquanto ela está estática, sentada na cadeira do maquiador.

Mas é na hora da foto que a mágica, de fato, acontece. Incansável, Lais joga os cabelos, faz caras e bocas e até piada. A modelo domina a cena, usando looks monocromáticos, que passam longe da monotonia com decotes e formas ajustadas. Pelos cantos do estúdio, a equipe não se cansa de exaltar o corpo escultural da top, apontada como uma das mais sensuais da indústria da moda pelo portal Models.com. Em ação, Lais Ribeiro é pura explosão.

Com a voz meio rouca por causa de uma gripe, a modelo recorda a adolescência entre Miguel Alves, sua cidade natal, no interior do Piauí, e Brasília, onde viveu por mais de 10 anos. No colégio era chamada de Olívia Palito e pau-de-virar-tripa, um roteiro semelhante ao vivido por outras modelos. Mas ela não se acuava, partia para cima.

— Eu era machão, queria brigar com todo mundo — comenta. — Não me achava sexy antes de me mudar para Nova York. Em Miguel Alves, magreza não era sinônimo de beleza. Nos Estados Unidos, com os elogios que recebi, mudei o meu pensamento.

NO CHÃO DA GIVENCHY

Lais Ribeiro comenta que a carreira na moda nem sempre foi uma opção. Aos 19, ela queria ser enfermeira. Chegou, inclusive, a frequentar a universidade. Mas uma amiga que era modelo insistiu para que Lais procurasse uma agência, e ela acabou convencida. Com um filho de um ano e meio para criar, entendeu que aquela seria a grande chance de sua vida. Não titubeou: largou a faculdade e, em 2009, começou a desbravar esse novo mundo.

No início de 2010, Lais fez mais de 50 desfiles entre o Rio e São Paulo. Na sequência, conquistou Manhattan. Nos lançamentos nova-iorquinos para o inverno 2011, só deu ela: foi escalada para os desfiles de Marc Jacobs, Michael Kors e Vera Wang, por exemplo.

A seu favor, o carisma e as medidas perfeitas para a passarela, já que não falava uma palavra em inglês. Na mesma temporada, ela foi vista nos shows das grifes Dolce & Gabbana, Blumarine e Roberto Cavalli, em Milão, e vestiu as criações da Dior e da Givenchy, em Paris:

— Lembro até hoje da prova de roupa da Givenchy, que estava marcada para às 22h, mas terminou pela manhã. Fiquei indignada. Liguei para a agência reclamando. Por fim, dormi no chão do ateliê. Tenho uma foto coberta com um casaco que a diretora de casting pôs em mim.

PUXÃO DE ORELHA

Depois de um primeiro momento animador na moda, Lais Ribeiro viu sua carreira dar um novo salto em 2010. Confirmada no desfile da Victoria’s Secret, agradou aos bambambans da marca, que a convidaram para assinar o contrato de angel em 2015. Para ela, as asas que ganhou no primeiro desfile ajudaram.

— Eram bem pesadas. Fiquei com hematomas roxos no ombro — lembra Lais, que, desde então, foi ausência apenas em 2012. — Caí e torci o pé no ensaio. Não conseguia caminhar. No dia do desfile, fui aos bastidores de muleta, mas não teve jeito. Eu abriria o bloco em que a Rihanna cantou “Diamonds”, então a Behati Prinsloo me substituiu. Mais tarde, de raiva, comi tudo o que foi possível.

Às gargalhadas, Lais entrega que andou dando uns puxões de orelha no time da Victoria’s Secret. Acha que está posando demais de topless.

— Como eles colocam a menina que tem mais peito para clicar assim? — questiona. — Para as outras angels é simples cobrir os seios, mas eu fico toda desengonçada tentando esconder a situação com um braço. As pessoas acham que tenho silicone ou que o volume é truque no sutiã. Mas nunca fiz cirurgia plástica, graças ao meu bom Deus.

AMIGOS DISCRETOS

Lais Ribeiro pode querer diminuir os cliques que faz de topless para a Victoria’s Secret, mas é fato que seu corpo escultural de angel chama a atenção de todos. E foram justamente as suas formas (os seios, inclusive) que a fizeram “quebrar a internet” em setembro do ano passado, quando tirou a roupa para a revista francesa “Lui”, conhecida pelos ensaios sensuais.

— Deve ter sido porque a minha comissão de frente estava aparecendo — brinca ela.

Laís, que namora o jogador de basquete americano Jared Homan, confessa que é discreta e que prefere a companhia dos amigos que conquistou fora do mundo da moda. A sua rotina em Nova York inclui, por exemplo, a missa dominical, na catedral de St. Patrick. Tudo porque a modelo faz questão de não se deslumbrar.

— Precisamos ter um pouco de realidade. Certas pessoas perdem a noção nesse meio. Ser mãe me ajuda a manter os pés no chão, sei o porquê de estar fazendo esse trabalho — justifica Lais, que não descarta a possibilidade de ser atriz. — Não era um plano, mas quem sabe não faço um filme?

 

Fonte: O Globo.

Imprimir