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Presos fazem motim e três ficam feridos na penitenciária Major César

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Atualizada às 19h36

A TV Cidadeverde apurou que motivo da revolta foi a apreensão que agentes fizeram de bebidas alcoólicas  que familiares de presos teriam jogado para o lado de dentro do presídio.

No motim, bombas de efeito moral foram disparadas e a situação foi controlada por policiais do Bope. 

A Colônia Agrícola Major César tem atualmente 330 presos. O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi) afirma que, somente em 2017, foram registradas 14 fugas no sistema prisional do Estado. 

"É preciso que o secretário tenha sensibilidade", critica o diretor do Sinpoljuspi, Kleiton Holanda. 

Atualizada às 17h25

Em nota, a Secretaria Estadual de Justiça afirma que o motim foi rapidamente controlado. Sobre o estado de saúde dos presos envolvidos na confusão, a pasta informa que três deles já receberam alta e um passará por cirurgia.

Veja nota na íntegra:


A Secretaria de Justiça do Estado (Sejus) informa que o princípio de motim ocorrido, no início da tarde desta segunda-feira (13), na Colônia Agrícola Major César Oliveira, foi rapidamente controlado e a unidade se encontra estabilizada.Logo após controlarem a situação, o Comando de Operações Prisionais, Tropa de Choque da Polícia Militar, Diretoria de Inteligência e Proteção Externa da Sejus, Diretoria da Unidade de Administração Penitenciária da Sejus e agentes penitenciários iniciaram uma vistoria e contagem de presos na penitenciária.Essas forças de segurança pública e prisional permanecerão na Major César, preventivamente, para assegurar a ordem na unidade. A Secretaria de Justiça está abrindo procedimento para investigar as circunstâncias em que se deu o problema. Quatro detentos que se feriram no distúrbio e receberam atendimento médico imediato. Três deles já receberam alta e um passará por cirurgia. Os familiares desses detentos foram informados e estão recebendo assistência da equipe de Humanização da Sejus.  Os presos envolvidos no princípio de motim estão sendo identificados e responderão a procedimento disciplinar. O Poder Judiciário também será comunicado sobre os detentos envolvidos no distúrbio, para que sejam adotadas providências necessárias.

Secretaria de Estado de Justiça do Piauí



 Atualizada às 16h48

De acordo com o comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar, major Wilton Sousa, dois pavilhões aderiram ao motim. Segundo ele três presos foram baleados e levados para o Hospital de Urgência de Teresina.

"Dois pavilhões estavam reivindicando melhorias e disseram que foram maltratados por causa de almoço. Aí eles se rebelaram. Um dos presos que estava lá sofreu uma paulada na cabeça porquê os outros detentos achavam que ele seria um informante. Após uma recente vistoria foi encontrado um vasto material que incluía até bebidas alcoólicas. Os outros três foram baleados na perna e levados para o HUT", informou o comandante.

Matéria original

Um princípio de motim terminou com vários colchões queimados e pelo menos três presos feridos na penitenciária Major César na BR 343 próximo a Altos.  De acordo com informações do tenente Jean Carlos, gerente da Casa de Custódia de Teresina - que enviou reforços para lá - cerca de dois pavilhões entraram em motim.

"Os presos foram colocados na triagem após serem contidos mas não houve destruição nos pavilhões. Alguns colchões foram queimados mas nada além disso", explicou.

De acordo com o gerente, os presos que se feriram podem ter se machucado durante um tumulto provocado pela entrada de policiais no local para avitar uma rebelião.

Segundo o diretor da Direção de Inteligência e Proteção Externa da Secretaria de Justiça do Piauí (Dipe), tenente-coronel Luís Antônio Pitombeira, equipes da tropa de choque foram enviadas para reforçar a segurança mas  a confusão, que começou por volta das 13h foi contida pelos policiais.

Rayldo Pereira
[email protected]

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