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Suspeito de matar paciente no Areolino de Abreu não retornará ao hospital, assegura juiz

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O juiz da Vara de Execução Penal de Teresina, José Vidal de Freitas, declarou que o paciente - que matou um companheiro de quarto dentro do hospital Areolino de Abreu, em 2015 - permanecerá na Unidade de Apoio Prisional (UAP), antigo hospital penitenciário do Piauí, e não será transferido para a unidade psquiátrica. 

Uma decisão da 1ª Vara do Tribunal do Juri, despachada na semana passada e  relativa a outro homicídio cometido ainda em 2004, determinava que José Dilson Vieira de Brito Filho retornasse ao hospital psiquiátrico.

O magistrado explica que, apesar de ter cometido um homicídio, José Dilson foi absolvido por ser considerado inimputável, uma vez que, comprovadamente possui transtornos mentais. 

"Ele é um paciente mental em conflito com a lei e não um réu. Com base em laudo pericial é inimputável. Não foi condenado. Houve absolvição imprópria e recomendada a internação como medida de segurança. No Piauí, a internação ocorre no Areolino de Abreu com os demais pacientes", explica o magistrado. 

O juiz ressalta que laudos médicos atestam que o paciente possui esquizofrenia paranóide e sociopatia. 

"Os laudos do ano passado atestam a esquizofrenia e sociopatia, esta última, sem tratamento. Por isso, ele permanece na unidade prisional separadamente e não há ideia de transferí-lo de lá. O caso de um paciente com dois as duas doenças mentais é rara", explica Vidal. 

O diretor do Hospital Areolino de Abreu, Ralph Webster, ressalta que a transferência de José Dilson para a unidade de saúde ameaçava os demais pacientes. 

"A personalidade sociopática é a 'desinibição em matar' que faz com que ele consiga o que que a qualquer custo. Na época em que ele estava internado, chegou até a me ameaçar", disse Ralph Webster. 

José Dilson é reavaliado periodicamente e a decisão de mantê-lo no hospital penitenciário pode ser alterada, caso haja novo laudo médico. 

Graciane Sousa
[email protected]

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