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Executivo que debochou do Piauí sai da Philips

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O executivo Paulo Zottolo deixará a presidência da Philips. De acordo com a companhia, ele decidiu deixar a subsidiária da América Latina, que é responsável pelos negócios do setor de Produtos de Consumo/Estilo de Vida na região, para "'seguir outros caminhos".

Zottolo, ainda segundo o comunicado, permanecerá na empresa até 31 de outubro. "Minha nova atividade será anunciada no início de novembro", informou Zottolo em comunicado. Ele será sucedido, temporariamente, pelo holandês Robert van de Riet, atualmente vice-presidente sênior da Philips Consumer Lifestyle (setor de negócios dedicado a produtos de consumo/estilo de vida).

"A Philips respeita a decisão de Paulo Zottolo e deseja a ele todo sucesso em sua carreira futura. Ele tem contribuído fortemente para o reposicionamento da marca Philips durante o tempo em que esteve na organização, principalmente, consolidando a identidade do setor de produtos de consumo/estilo de vida na região", disse em nota Gottfried Dutiné, vice-presidente executivo e membro do Conselho de Administração da Philips mundial.

Paulo Zottolo ficou mais conhecido no Brasil em agosto do ano passado, quando disse que se o Piauí deixasse de existir, ninguém vai ficar chateado. "Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado", afirmou em entrevista ao jornal "Valor Econômico".

Na ocasião, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT). protestou. "Tenho certeza de que o capitalismo afasta o homem do ser humano. Que Deus dê a ele a oportunidade de conhecer o Piauí e os homens e mulheres que aqui vivem."

Zottolo entrou na Philips em maio de 2006, como COO (chefe das Operações) na América Latina, e assumiu a presidência para a região em abril de 2007.

A Philips do Brasil é uma subsidiária da Royal Philips Electronics da Holanda e atua no país há 84 anos.

Fonte: Folha Online

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