Cidadeverde.com
Geral

Pai do garoto achado na Major César e o preso podem ir para a mesma penitenciária

Imprimir


Pai do garoto está preso na delegacia de Altos (Foto: Ascom/SSP)

O pai do garoto encontrado em uma cela da penitenciaria Major César e o preso que cumpria pena no recinto por estupro, podem ser transferidos para o mesmo presídio. O agricultor Gilmar Francisco Gomes, que se encontra detido no 14º Distrito Policial de Altos, tem dois possíveis destinos: ou vai para a Casa de Detenção Provisória (CDP) do município ou a Casa de Custódia, em Teresina. Ele vai responder por abando de incapaz. Já o detento José Ribamar Pereira Lima, que estava preso em regime semiaberto na Major César, será transferido para a CDP.

O agricultor, em liberdade há seis meses, cumpriu pena na Major César também por estupro de vulnerável, e dividia a mesma cela com José Ribamar, que agora está em ambiente separado por questões de segurança. A transferência dos dois depende da Secretaria de Justiça disponibilizar as vagas.

Gilmar Francisco Gomes foi detido na tarde de quinta-feira (5) na delegacia de Altos quando buscava informações sobre o caso. A prisão foi decretada pela juíza Andrea Parente Lobão Veras. Hoje, segundo o delegado do caso, Jarbas Lopes de Araújo Lima, o pai do adolescente recebeu a visita da esposa, Sebastiana da Silva Rodrigues.

A ala em que José Ribamar Pereira Lima estava preso abriga 24 presos, cinco deles já foram ouvidos. “Os presos disseram que não escutaram nenhum barulho ou algo com conotação de abuso sexual”, afirmou o delegado ao Cidadeverde.com.

Os presos confirmaram para a polícia que o garoto já havia dormido lá outras vezes quando o pai ainda estava preso. “O garoto e a família sempre visitavam o preso”, disse o delegado.

Os irmãos do garoto também serão ouvidos, uma menina de 15 anos e outros dois meninos, de 11 e 9 anos. Eles também frequentavam a colônia agrícola Major César, segundo a investigação. A polícia aguarda ainda o relatório do Conselho Tutelar e os relatórios da psicóloga e assistente social.

O garoto passou quase 16 horas dentro da penitenciária, que tem capacidade para 290 detentos, mas abriga 380. Ele foi levado ao presídio pelo próprio pai que negou ter recebido recompensa financeira para deixar o filho com o preso na cela. Ele disse que o detento é seu "compadre", ajuda sua família e que não viu nenhum perigo em deixá-lo lá.

Já a mãe do garoto disse à polícia que o filho ficou no presídio sem sua autorização. O detento Pereira Lima negou que tenha abusado do menino. 

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Imprimir